quinta-feira , 5 de março de 2026
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Claudinho Serra quer tirar juiz que decretou sua prisão da ação sobre esquema de corrupção

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Claudinho Serra quer tirar juiz que decretou sua prisão da ação sobre esquema de corrupção
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Preso pela segunda vez durante investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) sobre esquema de corrupção em Sidrolândia, Claudinho Serra (PSDB) tenta tirar o caso das mãos do juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, o mesmo que decretou a prisão do político.

Ele, seu assessor, Carmo Name Júnior, e o empreiteiro Cleiton Nonato Correia (GC Obras) foram presos no dia 5 de junho, após o Gaeco deflagrar a 4ª fase da Operação Tromper. Nesta nova etapa das investigações, eles e outras 11 pessoas se tornaram réus por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Assim, o advogado Tiago Bunning pede que seja declarada a incompetência do Juízo de Sidrolândia para julgar o caso. O pedido tenta explorar ‘brecha’ no regimento do TJMS que determina uma das seis varas criminais de Campo Grande para julgar pedidos de natureza cautelar — como a prisão preventiva — feitos por órgãos de combate às organizações criminosas, como o Gaeco e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).

Caso o pedido seja acatado, o caso pode sofrer reviravolta. Isso porque um novo juiz assumiria o processo e ficaria responsável por reanalisar todas as medidas cautelares, inclusive a prisão de Serra, apontado nas investigações como o chefe do esquema que desviou milhões de Sidrolândia.

Ainda, a defesa do ex-secretário de finanças de Sidrolândia tenta ‘esvaziar’ o processo, pedindo anulação de provas. “Assim sendo, não há outro caminho senão o desentranhamento das provas ilícitas obtidas nas quebras de sigilo e busca e apreensão, bem como as provas que delas porventura derivam, como os relatórios de investigação, oitivas de investigados e os atos decisórios posteriores do juízo, como o próprio recebimento da denúncia”, diz trecho do documento.

Quer anular delações

Então, Bunning continua para tentar a absolvição de Claudinho, alegando que a delação premiada do ex-servidor Tiago Basso e do empresário Milton Matheus devem ser desconsideradas.

Para isso, o advogado diz que “verificou-se que a colaboração premiada feita por TIAGO BASSO não satisfaz os requisitos necessários para sua homologação e validade”.

Ainda, diz que fundamentação para tirar Basso da prisão logo após sua delação premiada é mantida a “sete chaves” pelo MPMS.

Por fim, a defesa de Claudinho diz que Basso e Matheus não teriam comprovado as acusações que fizeram. “Em seu inteiro teor é possível verificar que a única prova juntada são 4 termos de depoimentos assinados pelo delator (fls. 13/20), acompanhado das mídias contendo a gravação audiovisual de suas declarações (fls. 27). Não existe qualquer outra prova encartada nos autos que tenha sido apresentada com o fim de confirmar as declarações do delator”.

Servidores e empresários condenados a 111 anos

Pouco mais de dois anos após o início das investigações da Tromper, sete réus, entre servidores e empresários, foram condenados a penas que somam mais de 111 anos de prisão.

De acordo com as sentenças aplicadas pelo juiz Bruce Henrique, o empresário Ueverton da Silva Macedo, o Frescura, foi o réu punido com maior condenação. Ele terá de cumprir 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão.
Na sequência, o também empresário Ricardo José Rocamora Alves, sentenciado a 28 anos, três meses e 20 dias de prisão.

  • Roberto da Conceição Valençuela, outro empresário, foi condenado a 11 anos e 6 meses de prisão;
  • O empresário Odinei Romero de Oliveira, foi sentenciado a 4 anos, 9 meses e 18 dias de prisão;
  • Everton Luiz de Souza Luscero, também empresário, a 15 anos e 9 meses de prisão;
  • O servidor público Flávio Trajano Aquino dos Santos, a 8 anos e 4 meses de prisão;
  • César Augusto dos Santos Bertoldo, servidor público, a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão;

Veja abaixo todos os réus na 4ª fase da Tromper:

  • Claudio Jordão de Almeida Serra Filho (preso) – apontado como o chefe do esquema;
  • Claudio Jordão de Almeida Serra – pai de Claudinho;
  • Mariana Camilo de Almeida Serra – esposa de Claudinho;
  • Carmo Name Júnior (preso) – assessor de Claudinho;
  • Jhorrara Souza dos Santos Name – esposa de Carmo Name;
  • Cleiton Nonato Correia (preso) – empreiteiro, dono da GC Obras;
  • Thiago Rodrigues Alves – intermediário de propinas entre as empreiteiras GC/AR e grupo de Claudinho;
  • Jéssica Barbosa Lemes – esposa de Thiago;
  • Valdemir Santos Monção (Nanau) – ex-assessor parlamentar;
  • Sandra Rui Jacques – empresária e esposa de Nanau;
  • Edmilson Rosa – empresário;
  • Ueverton da Sila Macedo (Frescura) – empresário;
  • Juliana Paula da Silva – esposa de Ueverton;
  • Rafael de Paula da Silva – cunhado de Ueverton.

Com informações Midiamax

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