Deputados estaduais integrantes da Comissão de Educação se reuniram com a diretora-presidente da Fadeb/MS / Luciana Nassar
A Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realizou uma reunião nesta semana para discutir as ações desenvolvidas pela Fundação de Apoio e Desenvolvimento à Educação Básica (Fadeb/MS).
A diretora-presidente da Fundação, Maria Cecília Amêndola da Mota, esteve presente e apresentou os principais projetos em andamento, voltados à gestão baseada em evidências, inovação pedagógica, aprendizagem significativa e valorização da cultura indígena.
O presidente da Comissão, deputado Professor Rinaldo Modesto (Podemos), destacou a importância da atuação da Fadeb, especialmente nas iniciativas voltadas ao ensino da matemática.
“É fundamental despertar nos alunos o gosto pela disciplina, além de garantir aos estudantes indígenas o acesso à alfabetização sem perder a língua materna. É preciso envolver os municípios para ampliar essas ações”, afirmou o parlamentar, sugerindo um seminário com prefeitos e secretários de educação por meio da Assomasul.
Entre os projetos apresentados está a capacitação de 255 gestores e técnicos municipais no curso de gestão pública educacional, promovido desde 2024.
A formação visa preparar lideranças para uma atuação mais estratégica e eficiente nas redes de ensino.
Também foi implementado um conjunto de palestras sobre o uso da inteligência artificial na gestão e na sala de aula, com foco na inovação pedagógica. Na área de matemática, Maria Cecília destacou projetos como o Matemática pro Futuro e o Mentalidades Matemáticas, que juntos já impactaram cerca de 7,7 mil estudantes em diversas cidades do interior.
Outro destaque foi a parceria com a Universidade Federal do Ceará para uso pedagógico de avaliações formativas, com investimento de R$ 1 milhão obtido por meio de parceiros do terceiro setor.
Durante a apresentação, também foi ressaltada a iniciativa MS Alfabetiza Indígena, que já distribuiu materiais didáticos para mais de 12 mil estudantes, contemplando as línguas terena, kadiwéu, guarani e kaiowá.
A deputada Gleice Jane (PT), vice-presidente da Comissão, reforçou a importância de ouvir os professores. “Estão sobrecarregados, adoecidos e enfrentam excesso de burocracia. Precisamos tornar a prática docente mais leve e eficiente. E nas comunidades indígenas, precisamos garantir que o material chegue em todas as línguas”.
O deputado Junior Mochi (MDB) chamou a atenção para o baixo número de municípios aptos a receber os recursos do VAAR (Valor Anual por Aluno).
“Só 25 cidades atenderam aos critérios. Precisamos avançar no apoio técnico e na articulação entre a Fadeb, o Estado e as prefeituras”, alertou. A diretora-presidente da Fadeb reforçou a necessidade de ampliar o apoio da iniciativa privada e do terceiro setor para os projetos educacionais. “É preciso que empresários sul-mato-grossenses invistam na educação. Hoje, muitas parcerias ainda são feitas com outros estados”, destacou Maria Cecília. Além dos parlamentares já citados, o deputado Antonio Vaz (Republicanos), suplente da Comissão, também acompanhou a reunião.
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