quinta-feira , 5 de março de 2026
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Corrupção em Terenos: engenheiro que ganhava 3% sobre medições fraudulentas é preso

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Corrupção em Terenos: engenheiro que ganhava 3% sobre medições fraudulentas é preso
Engenheiro é o último a ser preso por escândalo em Terenos. (Thaís Cardoso, Jornal Midiamax / Detalhe: Leandro, reprodução redes sociais)
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O engenheiro civil Leandro Cícero Almeida de Brito foi o último a ser preso entre os 16 alvos da Operação Spotless, que investiga esquema de corrupção que desviou mais de R$ 15 milhões de Terenos entre 2021 e 2023, durante administração do prefeito (agora afastado), Henrique Budke (PSDB) – também preso -.

A prisão ocorreu nesta quinta-feira (11), dois dias após a ação do Gaeco nas ruas da cidade do interior e de Campo Grande.

Conforme as investigações, Leandro aparece como amigo íntimo do ex-secretário de obras, Isaac Cardoso Bisneto, preso pela segunda vez.

O relatório do Gaeco aponta que o engenheiro teria elaborado documentação técnica a pedido de Isaac para fornecer ao empreiteiro Sandro Bortoloto (preso também), da Angico, referente a uma licitação que já tinha vencedor certo.

Para isso, recebeu R$ 9 mil.

Ainda, o Gaeco apurou que uma licitação vencida pelo empreiteiro Sansão Inácio Rezende teria relação com uma ‘contribuição’ feita a Leandro.

Em conversa, Isaac diz a Sansão ‘só não esquece do meu amigo kkk (Leandro)’. Então, dias depois, foram emitidas notas de empenho à empreiteira de Sansão.

Outras conversas confirmaram que Leandro recebia 3% do valor de medições de obras entre dezembro de 2022 e julho de 2024 (um mês antes da primeira fase da operação).

Vale ressaltar que a medição é o atestado que um profissional faz sobre o efetivo avanço das obras.

Prefeito chefiava esquema de fraude em licitação

Prefeito de Terenos, Henrique Budke. (Foto: Reprodução, Redes Sociais)

Henrique Budke é apontado como líder da organização criminosa que desviou mais de R$ 15 milhões dos cofres públicos, segundo a investigação.

A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.

Os editais foram elaborados sob medida e simulavam competição legítima. Somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.

O esquema ainda pagava propina para agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, bem como aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.

A Operação Spotless foi deflagrada a partir das provas da Operação Velatus, que foi realizada em agosto de 2024. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.

Spotless é uma referência à necessidade de os processos de contratação da administração pública serem realizados sem manchas ou máculas.

O prefeito foi preso durante a operação Spotless, junto com um policial militar do Choque, o terceiro-sargento Fábio André Hoffmeister Ramires. Além deles, outras 10 pessoas foram presas: Arnaldo Santiago, Sansão Inácio Rezende, Nadia Mendonça Lopes, Orlei Figueiredo Lopes, Genilton da Silva Moreira, Eduardo Schoier, Fernando Seiji Alves Kurose, Henrique Wancura Budke, Hander Luiz Corrêa Chaves, Fábio André Hoffmeister Ramires, Sandro José Bortoloto e Valdecir Batista Alves.

Com informações Midiamax

 

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