O empresário Ueverton Macedo da Silva, o ‘Frescura’, é alvo de nova operação do Gecoc contra corrupção em Sidrolândia.
Deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) na manhã desta quinta-feira (26), a ação contou com buscas até no telhado da casa do empresário.
Isso porque Frescura já foi condenado a 3 anos de prisão por obstrução da Justiça por ‘dar o balão’ no Gaeco durante uma das fases da Operação Tromper, em que o empresário aparece como um dos operadores do esquema chefiado por Claudinho Serra.
A ação desta quinta-feira chama-se Camuflagem, que é desdobramento da Tromper. Nesta investigação, o Gecoc combate justamente ocultação de valores e bens adquiridos ilicitamente. Os acusados estariam usando rede de apoio para mascarar movimentações financeiras.
A informação oficial é que a Justiça mandou prender cinco acusados.
Veja abaixo o vídeo do momento em que agentes procuram celular no telhado da casa de Frescura, em Sidrolândia.
Condenado a 41 anos de prisão por corrupção
Por crimes de corrupção apurados no decorrer das investigações da Tromper, Ueverton da Silva Macedo foi condenado a penas que somam 41 anos, 4 meses e 8 dias de prisão.
Frescura possui duas condenações no contexto da Operação Tromper, que revelou desvio de mais de R$ 20 milhões de dinheiro público. O empresário operava o esquema chefiado pelo então secretário de finanças – e genro da prefeita à época, Vanda Camilo -, Claudinho Serra (PSDB).
Uma delas é referente aos crimes imputados a ele na 1ª fase da operação, deflagrada em 2023. Vale ressaltar que ainda tramita na Justiça outras duas ações penais por mais crimes vinculados a Frescura. Pela corrupção, ele pegou pena de 37 anos, 10 meses e 8 dias, pelos crimes de Corrupção, Peculato, Organização Criminosa e Fraude em Licitação.
No entanto, há pendente recurso ao TJMS. Por isso ele permanece solto, sob monitoramento eletrônico.
Além disso, Ueverton cumpre recolhimento domiciliar noturno e só poderá se distanciar a mais de 300 metros de sua casa, em Sidrolândia, para fins de trabalho ou estudo, desde que autorizado pela Justiça. A residência do réu fica a cerca de 2 km do Paço Municipal de Sidrolândia.
STJ despreza bunker e mantém liberdade de Frescura
Preso desde outubro do ano passado, ‘Frescura’ foi solto após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Na decisão, a Quinta Turma da Corte Superior destacou que o fato de Frescura ter escondido celular em bunker, que nunca foi apreendido pelo Gaeco, não é motivo para mantê-lo atrás das grades.
Por fim, o relator, ministro Messod Azulay Neto, concluiu: “A prisão preventiva carece de fundamentação idônea quanto à contemporaneidade e à imprescindibilidade da medida extrema, especialmente diante da ausência de demonstração concreta de violação às cautelares anteriormente impostas”.
O voto do magistrado foi seguido por unanimidade pelos demais ministros, que negaram o recurso do MPF.
Aliás, após levar ‘balão’ do investigado por corrupção, o Gaeco o processou por obstrução da Justiça. Nesse processo, Ueverton foi condenado à pena de 3 anos e 6 meses de prisão, da qual ele está recorrendo.
Outra condenação de Ueverton foi a primeira da Operação Tromper. Ele recebeu a maior pena entre o núcleo empresarial e de servidores da primeira fase da ação, com 37 anos e 10 meses de reclusão.
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