quinta-feira , 5 de março de 2026
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Estudo da Embrapa mostra onde e como produzir com segurança em Mato Grosso do Sul

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Estudo da Embrapa mostra onde e como produzir com segurança em Mato Grosso do Sul
Câmara destaca, durante apresentação do Zoneamento Agroecológico em Dourados, que o conhecimento técnico sobre os solos dá segurança ao produtor e orienta políticas públicas para um agro sustentável. (Foto: Foto: Thales Henrique)
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O encontro técnico realizado nesta quinta-feira (10/10), na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, apresentou oficialmente o Zoneamento Agroecológico de Mato Grosso do Sul, estudo que redefine o uso do solo e oferece novas bases para o planejamento da produção rural no Estado. O evento contou com a participação do vice-presidente da Assembleia Legislativa e engenheiro agrônomo, deputado Renato Câmara, que reforçou o papel da Casa de Leis como parceira do Governo do Estado em ações voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a Embrapa Solos, do Rio de Janeiro, o zoneamento envolveu um levantamento com 3,5 mil amostras de solo distribuídas em aproximadamente três mil locais de Mato Grosso do Sul. O resultado é o maior estudo técnico já feito sobre o território estadual, identificando áreas de maior aptidão para a agricultura e pecuária, bem como regiões de restrição ambiental. Na prática, o trabalho fornece aos produtores um mapa detalhado das potencialidades e limitações de cada área, permitindo decisões mais seguras sobre o uso da terra.

Equipe da Embrapa, Semadesc e Assembleia Legislativa durante o encontro em Dourados que apresentou o Zoneamento Agroecológico de Mato Grosso do Sul. (Foto: Thales Henrique)

O deputado Renato Câmara ressaltou que o estudo oferece uma nova base para o planejamento da produção e a tomada de decisão no campo.“Mato Grosso do Sul se coloca em outro patamar ao ter o mapa mais completo de solos do país. Agora, o produtor pode planejar com precisão onde investir, que tipo de cultivo realizar e quais cuidados adotar para preservar o solo. É o conhecimento científico chegando à prática, garantindo mais segurança e sustentabilidade ao nosso agro”, afirmou.

O chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato, destacou a importância da parceria entre instituições públicas na construção do estudo. “Hoje nós estamos recebendo o setor técnico e os produtores, numa parceria entre a Semadesc e a Embrapa, para apresentar o zoneamento agroecológico — uma ferramenta que vai subsidiar o produtor rural. E, pra que isso ocorra, é essencial esse aporte da Assembleia, vendo o resultado de uma boa aplicação dos recursos públicos do Estado na busca do desenvolvimento”, disse.

O presidente da Câmara Municipal de Laguna Carapã, Vander Dosso, reforçou a relevância da iniciativa.“É um evento muito importante para a segmentação do agronegócio do nosso Estado, e quero valorizar o incentivo da nossa Assembleia Legislativa, com a participação do deputado aqui, também das prefeituras e câmaras municipais, todos envolvidos nesse projeto tão importante”, afirmou.

Segundo os dados apresentados, 65% do território de Mato Grosso do Sul tem aptidão para atividades agropecuárias, enquanto o restante abrange áreas de conservação e a planície pantaneira, com uso controlado. De acordo com o Governo de Mato Grosso do Sul, o acesso ao zoneamento será disponibilizado em plataformas digitais integradas, permitindo consulta pública e gratuita. As informações estarão reunidas no sistema PronaSolos, coordenado pela Embrapa Solos e hospedado no portal do Ministério da Agricultura, com redirecionamento pelos sites da Semadesc e do Governo do Estado. O conteúdo também ficará acessível na plataforma MS em Mapas e em um aplicativo com acesso off-line, desenvolvido para facilitar o uso das informações por técnicos e produtores rurais diretamente no campo.

Os encontros técnicos realizados pela Embrapa e pela Semadesc, com apoio de instituições públicas e da Assembleia Legislativa, têm o objetivo de aproximar o conhecimento científico das práticas que moldam o futuro da produção rural sul-mato-grossense.

 

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