Mato Grosso do Sul avançou em 2025 na implementação de ações voltadas à redução da violência contra a mulher, com resultados expressivos na agilização de atendimentos, investigações e proteção às vítimas. Entre as medidas, destacam-se a modernização dos sistemas digitais, a ampliação de estruturas especializadas e a padronização de procedimentos em todo o estado, permitindo respostas mais rápidas e seguras a casos de violência doméstica e familiar.
A Polícia Civil, por meio do GT Deam (Grupo de Trabalho da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), estruturou e acelerou a tramitação de inquéritos relacionados a crimes contra a mulher. Até novembro, em Campo Grande, foram registrados mais de 8,3 mil boletins de ocorrência, com 6,2 mil inquéritos instaurados e 3,7 mil já relatados. Entre as novidades, o registro digital e integral de autos de prisão em flagrante e a gravação audiovisual de oitivas garantem maior fidelidade aos depoimentos, além de proteger emocionalmente as vítimas.
A cobertura de atendimento especializado chegou a 86,1% dos municípios e atende 97,3% das mulheres do Estado. A criação de procedimentos operacionais padronizados e a expansão de unidades como a Sala Lilás, dez novas inauguradas em 2025, reforçam a capacidade de acolhimento, proteção e acompanhamento dos casos. Além disso, as medidas protetivas passam a ser 100% digitais e integradas, reduzindo significativamente o tempo entre o pedido judicial e a notificação do agressor.
O aprimoramento do fluxo operacional também envolveu reforço do efetivo policial, aumento de equipes nos plantões noturnos e de fim de semana e a adesão ao programa MS Acolhe, garantindo atendimento contínuo e especializado. As novas tecnologias e a integração institucional possibilitaram maior celeridade na apuração de crimes, além de otimizar o trabalho de prevenção e fiscalização.
Iniciativas como salas de atendimento individualizadas, cartórios digitais e a centralização de procedimentos na Casa da Mulher Brasileira contribuem para a humanização e segurança das vítimas durante todo o processo. O uso de recursos digitais e estruturais demonstra que é possível reduzir a vulnerabilidade das mulheres e fortalecer a resposta do Estado de forma prática e eficiente.
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