Bióloga vivendo no Pantanal de Mato Grosso do Sul, Carolina Prange registrou um flagra raríssimo na fauna local. Com suas lentes, conseguiu capturar o encontro de 5 cervos, também chamados de veados, juntinhos na natureza.
A espécie é corriqueira, com avistamentos completamente comuns no bioma, mas não de forma coletiva. Por isso, considerada super rara, a cena com a aparição atípica do bando impressionou a bióloga, que filmou tudo.
Na ocasião, os exemplares, todos ainda sem chifres, alimentavam-se de plantas em uma área alagada. Ao menos dois deles encararam a câmera e o carro que se aproximou com humanos para documentar o momento, descrito como incrível por Carol.
O flagra aconteceu no último dia 29 de janeiro, na região da Caiman Pantanal, refúgio ecológico localizado na região pantaneira da cidade de Miranda, em MS.
Confira:
Cervos no Pantanal
O cervo-do-Pantanal é o maior cervídeo da América do Sul, com quase 200 cm de comprimento e até 2,1 metros de altura, incluindo os chifres, que medem de 40 a 45 cm. Os machos são maiores que as fêmeas, chegando a pesar 130 kg, além de possuírem chifres e o pescoço mais musculoso.
Esses cervídeos apresentam uma pelagem alaranjada, com ventre esbranquiçado e membros e cauda mais escuros. Diferentemente de outros cervídeos sul-americanos, os filhotes do cervo-do-Pantanal não nascem com pintas. As galhadas geralmente têm cinco pontas de cada lado, mas podem chegar a 20 ramificações em indivíduos de mais idade.
Além disso, eles se alimentam, principalmente, de gramíneas e plantas aquáticas e semiaquáticas.

Ameaçada de extinção, mas em MS não
A espécie é considerada vulnerável na escala de extinção tanto pela lista nacional do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) quanto pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).
Entretanto, apesar da situação extrema no Sul do Brasil, onde está quase extinto, o cervo-do-Pantanal tem um panorama melhor em Mato Grosso do Sul. Conforme o Instituto Onçafari, a densidade populacional do cervo-do-Pantanal é mais abundante no bioma pantaneiro (em MS e MT) e na Ilha do Bananal, em Tocantins.
Originalmente, a espécie ocorria desde o sul do rio Amazonas até o norte da Argentina, habitando grandes áreas no Brasil central, no Peru, na Bolívia e no Paraguai, porém suas populações foram drasticamente reduzidas pela caça abundante no final do século 20.
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