Vereadores estavam afastados desde o fim do ano passado
Afastados do cargo por corrupção desde dezembro último, os vereadores Jeferson Lopes (Patriota), Nenê da Vista Alegre (MDB), Catito (PSDB), Hélio Albarello (MDB), Laudo Sorrilha (PSDB), Robert Ziemann (PSDB), Nego do Povo (MDB) e Joãozinho Rocha (MDB) retornam às atividades na Câmara Municipal de Maracaju a partir da próxima semana.
A decisão que ampara a retomada por parlamentares é do Juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca de Maracaju, Raul Ignatius Nogueira, que decidiu por suspender a cassação dos oito investigados por entender que o distanciamento dos vereadores do pleito não era necessário.
À época, todos os afastados haviam sidos substituídos por suplentes. Na ocasião, tomaram posse: Vergínio da Silva (MDB), Odair Roberto Schwinn (Patriota), Daniel Ruiz (DEM), Célio Franco de Oliveira (MDB), Rudimar Oliveira Lautert (MDB), Maria das Graças Alves de Lima (MDB), Nelson José dos Santos (PSDB) e Rosane Jung (PSDB).
Segundo investigações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, os vereadores recebiam propinas para facilitar as aprovações de projetos criados pela prefeitura da cidade, no período de 2019 e 2020.
Pelos cálculos dos investigadores, num ano, cada um dos vereadores embolsaram em torno de R$ 160 mil.
Há indícios de que o esquema tenha causado prejuízo total de R$ 23 milhões aos cofres do município. O dinheiro desviado era movimentado numa conta bancária aberta de modo clandestino, ou seja, sem que as autoridades municipais soubessem da existência dela.
Além de facilitar a aprovação de projetos, os vereadores implicados na trama teriam deixado de fiscalizar as contas da prefeitura, uma das missões do legislativo municipal.
O caso tem sido investigado desde 2021 pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, o Dracco, da Polícia Cívil de MS, que conduziu a operação “Dark Money” (dinheiro sujo).
Na ocasião, a delegada Ana Cláudia Medina, titular do Dracco, destacou ao Correio do Estado, que a conta paralela para as transações existe pelo menos desde 2019, e que serviam para movimentar valores sem controle dos órgãos de controle do município.
“Na gestão de 2019 e 2020, foram movimentados valores em uma conta paralela, que foi criada para movimentar uma folha de pagamento de servidores de forma clandestina e, também, para o pagamento de fornecedores sem qualquer tipo de licitação”, detalhou Medina.
Por Correio do Estado
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