O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve bater o martelo, nos próximos dias, sobre os nomes do grupo político que disputarão o Senado e o Governo de Mato Grosso do Sul. A decisão é aguardada com expectativa por lideranças estaduais e pode colocar fim a um clima de tensão entre aliados do presidente no Estado.
Dirigentes nacionais do PT prometeram, até o fim deste mês, uma reunião de Lula com os pré-candidatos ao governo e ao Senado em Mato Grosso do Sul. O encontro é considerado estratégico, já que definirá o rumo das alianças e possíveis candidaturas.
A principal agenda será com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB). Simone é vista como peça-chave na estratégia nacional do presidente e pode assumir diferentes posições na disputa eleitoral de outubro. Entre as possibilidades estão a candidatura a vice-presidente, ao Governo de São Paulo ou ao Senado, seja por Mato Grosso do Sul ou pelo próprio Estado paulista.
A definição dependerá da conversa com Lula após o retorno da viagem presidencial à Índia. O posicionamento de Simone deve influenciar diretamente a segunda reunião que o presidente terá com lideranças sul-mato-grossenses.
Nos bastidores, integrantes do PT já trabalham com a hipótese de Simone não disputar em Mato Grosso do Sul. Diante disso, o partido teria fechado aliança com a senadora Soraya Thronicke (Podemos) para formar uma “dobradinha” ao Senado com o deputado federal Vander Loubet (PT).
Estranhamento
A aproximação com Soraya começou após Simone se recusar a apoiar o então candidato petista Fábio Trad contra o governador Eduardo Riedel. O posicionamento da ministra gerou desconforto entre lideranças do PT, que sinalizaram que, caso ela apoie o atual governo estadual, enfrentará oposição dura do partido no Estado.
Com o prazo final para filiações partidárias e mudanças de domicílio eleitoral se encerrando em 4 de abril, cresce a pressão por uma definição rápida. Tanto Simone quanto Soraya precisarão se posicionar até essa data para viabilizar seus projetos eleitorais.
Caso feche acordo com Lula, Soraya pode se filiar ao PSB para disputar a reeleição ao Senado. Já Simone, se optar por concorrer ao Senado por São Paulo, precisará transferir o título eleitoral até o prazo limite e, diante de possíveis dificuldades no MDB, também poderá migrar para o PSB.
A decisão presidencial promete reorganizar o tabuleiro político em Mato Grosso do Sul e pode redefinir alianças tanto no cenário estadual quanto nacional.
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