O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) emitiu parecer contrário à retirada de tornozeleira eletrônica do ex-vereador, Claudinho Serra (PSDB). Ele é acusado de chefiar esquema de corrupção em Sidrolândia, enquanto exercia cargo de secretário de fazenda no município, durante gestão da sua sogra, Vanda Camilo (PP).
Conforme a promotora Bianka M. A. Mendes, os argumentos apresentados pela defesa de Claudinho não são suficientes para embasar a decisão de retirar o equipamento. O político é monitorado eletronicamente desde quando saiu da prisão, no dia 26 de abril. O prazo inicial era de ficar com a tornozeleira por seis meses, mas a Justiça prorrogou o prazo e Serra se livrará da medida cautelar somente no fim de abril.

No pedido feito à Justiça, Claudinho Serra afirma que retomou a ‘profissão’ de produtor rural e que a tornozeleira dificulta sua atividade, ‘comprometendo seu rendimento’.
O tucano apelou até para fotos alegando que o equipamento estaria provocando ‘lesões’ em sua perna, já que trabalha no campo, sob forte sol. Ainda, usou a derrota da sogra, Vanda Camilo, à reeleição, para dizer que não tem mais ligações com a prefeitura de Sidrolândia.
No entanto, nada foi suficiente para convencer a promotora a ser favorável ao pedido. Sobre o fato de ter que se deslocar 171km para ir à propriedade da família, em Anastácio, a promotora pontuou que é “inerente à escolha da atividade laboral, tal qual ocorre com os demais trabalhadores que necessitam comparecer ao local de desempenho de suas funções“.
Em relação ao fato de a tornozeleira machucar, o MP lançou dúvidas sobre as supostas lesões apresentadas por meio de fotografias anexadas pela defesa de Serra: “Embora o equipamento tenha sido apontado como causa para o edema da fotografia acostada, em verdade, no ponto de encontro com a pele ele se assemelha ao punho de uma calça, ao cabedal de uma botina e ao punho/cano de uma meia. Assim, levando em consideração a atividade laboral informada, que envolve a exposição de Cláudio também a insetos, seria temerário –diante dos elementos estampados – concluir que a lesão é decorrente do equipamento“.
Por fim, ressaltou que “o grupo criminoso contava com ampla influência e poderio econômico, demonstrando a indispensabilidade da medida ao passo em que, embora deflagradas duas fases da Operação Tromper – uma delas inclusive com prisões preventivas decretadas – a organização criminosa manteve sua atuação, reorganizando-se para tanto“.
Agora, o juízo responsável pelo caso irá analisar o pedido e o parecer do MPMS para decidir sobre a tornozeleira do ex-vereador.
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