Visando garantir atenção integral e qualificada às pessoas com Doença Falciforme, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) vem estruturando um conjunto de ações voltadas ao diagnóstico precoce, à ampliação do atendimento especializado e à capacitação dos profissionais da rede pública.
A iniciativa inclui a criação de um Grupo de Trabalho interinstitucional, coordenado pela Gerência de Equidade em Saúde, que atua na elaboração e implementação da Linha de Cuidado da Pessoa com Anemia Falciforme. O plano busca padronizar e integrar o atendimento desde o diagnóstico inicial até o acompanhamento contínuo em unidades de referência.
Diagnóstico e acompanhamento
A SES reforça a importância da triagem neonatal, com destaque para o Teste do Pezinho, que permite a detecção da doença ainda nos primeiros dias de vida. Em seguida, o atendimento se estende aos principais centros de referência do estado, como o Hospital Regional Rosa Pedrossian, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian e o IPED/APAE (Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos), que realizam exames essenciais como a eletroforese de hemoglobina, fundamental para identificar variantes como HbSS, HbSC e HbS-beta talassemia.
O Hospital Regional também oferece o exame Doppler Transcraniano, usado para prevenir Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) em crianças entre 2 e 16 anos com a doença — uma das complicações mais graves da condição.
De janeiro a maio de 2025, o ambulatório do Hospital Regional realizou 18 atendimentos, enquanto o Hospital Universitário acompanha atualmente 66 pacientes com mais de 14 anos. O IPED/APAE mantém seu papel como centro de excelência no diagnóstico e acompanhamento de novos casos.
Capacitação e combate à desinformação
Um dos principais obstáculos no enfrentamento da Doença Falciforme ainda é a falta de informação sobre os sintomas e os serviços disponíveis no SUS. Para enfrentar esse desafio, a SES lançou o curso “Doença Falciforme para além do Gene – Uma abordagem biopsicossocial”, uma formação autoinstrucional gratuita com carga horária de 40 horas, voltada a profissionais da rede pública de saúde. O conteúdo está disponível na plataforma ead.saude.ms.gov.br.
Segundo a gerente de Equidade em Saúde, Aparecida Queiroz Zacarias Silva, a informação qualificada e o preparo da rede são fundamentais para garantir um atendimento humanizado, prevenir agravamentos e reduzir os impactos da doença, que pode causar crises de dor, infecções e complicações neurológicas graves desde os primeiros anos de vida.
Medidas preventivas e atuação territorial
Além da estruturação da linha de cuidado, a SES tem promovido ações preventivas, como vacinação, uso profilático de penicilina e orientação às famílias sobre sinais de alerta clínico. As estratégias seguem evidências científicas e são alinhadas ao princípio da equidade em saúde.
Com 125 casos registrados no estado somente em 2024, a SES destaca a importância de descentralizar os serviços e garantir acesso a todas as regiões. Municípios como Três Lagoas (28 casos), Bataguassu (18) e Inocência (9) concentram parte significativa dos diagnósticos e exigem reforço na atenção primária e especializada.
Ao investir em políticas públicas específicas, capacitação profissional e acesso aos serviços especializados, Mato Grosso do Sul avança na consolidação de uma rede mais inclusiva e resolutiva para as pessoas com Doença Falciforme, promovendo saúde com dignidade e equidade.
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