sábado , 5 de abril de 2025
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Pesquisadores desenvolvem monitoramento de temperatura de bovino em MS

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Uma colaboração entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Embrapa Gado de Corte resultou no desenvolvimento de um sistema inovador para o monitoramento remoto da temperatura de bovinos. O projeto, que agora está em processo de pedido de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), visa a criação de uma solução tecnológica que utiliza comunicação LoRaWAN, um protocolo de rede de longa distância e baixo consumo energético, para medir a temperatura dos animais.

O pedido de patente, que conta com o apoio da Agência de Inovação (Aginova) da UFMS, é considerado uma proteção crucial para garantir que os frutos financeiros da pesquisa retornem às instituições responsáveis pelo projeto. O professor Fábio Iaione, da Faculdade de Computação (Facom) da UFMS, destacou a importância dessa proteção para evitar que outras partes explorem o produto sem ter contribuído para o desenvolvimento.

Prevenção de doenças e melhorias na pecuária

O sistema tem um impacto direto na saúde do rebanho, permitindo a detecção precoce de febre nos bovinos, um sinal claro de infecções como a febre aftosa, que pode causar grandes prejuízos à pecuária. Com o uso dessa tecnologia, ações preventivas poderão ser tomadas antes que uma epidemia se espalhe, o que é fundamental, especialmente em áreas livres da doença e sem vacinação. O engenheiro de computação Arthur Lemos Nogueira Filho, responsável pela pesquisa de mestrado que originou o sistema, explicou que a tecnologia pode identificar variações de temperatura que indicam infecções ou outras condições de risco para os animais.

A pesquisa também envolveu a participação de importantes especialistas, como Pedro Paulo Pires, da Embrapa, considerado um dos pioneiros na pecuária de precisão no Brasil, e o analista de Tecnologia da Informação Quintino Izidio, que ajudou a orientar o trabalho de Lemos.

Como funciona o sistema

O sistema desenvolvido combina conhecimentos de diversas áreas, como zootecnia, medicina veterinária, engenharia e computação. Ele consiste em uma unidade principal, um sensor de temperatura e uma base transceptora que pode operar até 25 quilômetros de distância do rebanho monitorado. O sensor de temperatura é colocado em um brinco fixado no canal auditivo dos bois, garantindo o bem-estar dos animais e facilitando o manejo sem causar desconforto.

Após a medição da temperatura, os dados são enviados por meio de comunicação sem fio para um receptor, que os repassa à internet, onde são processados em um servidor. Assim, os produtores podem monitorar a saúde de seus animais de forma remota, recebendo alertas em caso de febre, estresse térmico ou outras condições preocupantes. Essa tecnologia oferece uma solução eficiente para problemas como o alto custo e o estresse associados à medição manual da temperatura de grandes rebanhos.

O sistema de monitoramento remoto é mais uma prova do sucesso da parceria entre a UFMS e a Embrapa, que já gerou quase 50 dissertações no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada, focadas em soluções tecnológicas para a pecuária. Fabio Iaione ressaltou que essa colaboração entre universidades, instituições e empresas é essencial para o avanço da pesquisa e inovação no Brasil, especialmente em um setor estratégico como a pecuária.

O sistema patenteado também representa um marco importante para a implementação de tecnologias que podem revolucionar a forma como os produtores lidam com a saúde do rebanho e melhorar a rastreabilidade e a qualidade da carne produzida. Para implementar o projeto em larga escala, serão utilizados recursos da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (FUNDECT), que viabilizarão a criação de um lote piloto do sistema.

O Futuro da Pecuária de Precisão

A inovação representa um avanço significativo na pecuária de precisão, proporcionando aos produtores uma ferramenta eficiente, de baixo custo e de fácil implementação para monitorar a saúde de seus rebanhos. Com a expansão desse tipo de tecnologia, espera-se uma redução de custos, um manejo mais eficiente e a prevenção de doenças, impulsionando a competitividade da pecuária brasileira no mercado internacional.

Para saber mais sobre o processo de comunicação de invenções e pedidos de patentes, os interessados podem acessar a página da Aginova da UFMS, na seção de Inovação.

Fonte

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