A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), encerra o ano de 2025 com o título de pior gestora de capital do Brasil. Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19) pelo instituto AtlasIntel, Adriane ocupa a 26ª e última posição no ranking nacional de aprovação, registrando um índice de 66% de avaliação “ruim” ou “péssima”.
O levantamento, que ouviu moradores de todas as capitais brasileiras, revela um cenário crítico para a administração municipal sul-mato-grossense. Além da avaliação negativa da gestão, a desaprovação pessoal da prefeita atinge patamares ainda mais alarmantes: 79% dos entrevistados desaprovam o seu desempenho à frente do Executivo.
Números da Crise
Os dados da AtlasIntel mostram um isolamento de Adriane Lopes na parte inferior da tabela. Enquanto a prefeita amarga a lanterna, apenas 6% da população considera sua gestão “ótima” ou “boa”. Outros 26% avaliam o governo como “regular”.
No quesito aprovação binária (aprova ou desaprova), o cenário se repete:
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Desaprovação: 79% (o maior índice do país)
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Aprovação: 14%
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Não sabem/Não opinaram: 7%
A rejeição à prefeita supera a de outros gestores que tradicionalmente figuravam nas últimas posições em levantamentos anteriores, como os prefeitos de Belém e Teresina.
Contraste Nacional
A pesquisa evidencia o abismo entre a gestão de Campo Grande e as capitais bem avaliadas. O ranking é liderado por Eduardo Braide (PSD), prefeito de São Luís (MA), que ostenta 82% de aprovação. Em segundo lugar aparece o prefeito de Macapá (AP), Dr. Furlan (MDB), com 78%, seguido por Léo Moraes (Podemos), de Porto Velho (RO), com 75%.
Para se ter uma ideia da disparidade, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que enfrenta desgaste político na maior cidade do país, aparece na 21ª posição, cinco colocações acima de Adriane.
Perfil da Rejeição
O levantamento detalhou ainda quem são os eleitores mais insatisfeitos com a gestão de Adriane Lopes. A rejeição é mais acentuada entre:
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Homens: 89,2% de desaprovação neste segmento;
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Faixa etária: Jovens adultos entre 25 e 34 anos;
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Renda: Famílias com renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil (88,8% de rejeição).
Contexto Político
Reeleita em outubro de 2024 após uma disputa acirrada no segundo turno contra Rose Modesto (União Brasil), Adriane Lopes inicia o novo ciclo administrativo sob forte pressão popular. A pesquisa indica que a “lua de mel” das urnas não se sustentou ao longo de 2025, com a população cobrando resultados práticos na infraestrutura, saúde e transporte público.
Metodologia
A pesquisa AtlasIntel foi realizada entre os dias 6 de outubro e 5 de dezembro de 2025, por meio de Recrutamento Digital Aleatório (RDR). Em Campo Grande, foram ouvidas 1.491 pessoas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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