De acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado no dia 18, o município registrou apenas 0,478 pontos, resultado que o coloca entre os piores do Mato Grosso do Sul. A avaliação considera quatro pilares com peso igual: autonomia, gastos com pessoal, liquidez e capacidade de investimentos.
No levantamento estadual, Jardim foi incluído no grupo de 16 cidades em situação difícil, enquanto 34 apresentaram gestão classificada como boa e 25 alcançaram o nível de excelência.
Principais problemas
Segundo a Firjan, os gastos excessivos com pessoal foram o fator mais crítico na última gestão, esgotando a margem financeira e limitando os investimentos. Isso enfraqueceu a liquidez orçamentária e reduziu a capacidade do município em implementar políticas públicas estratégicas. O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, destacou que quando o quadro se agrava, “os municípios ficam impossibilitados de aplicar recursos em áreas essenciais, o que compromete a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população”.
Ações da gestão atual
Com a posse do prefeito Juliano Miranda em 2025, a administração municipal tem buscado reverter o quadro. Entre as primeiras medidas anunciadas estão:
- Revisão da folha de pagamento para reduzir custos com pessoal e adequar os percentuais aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
- Corte de despesas não essenciais e reestruturação de contratos administrativos considerados onerosos.
- Plano de recuperação da capacidade de investimento, focado inicialmente em obras de infraestrutura básica e modernização da gestão tributária para ampliar a arrecadação.
- Ações de transparência e controle interno, com relatórios trimestrais de execução orçamentária, a fim de reconquistar credibilidade junto a órgãos de fiscalização e sociedade civil.
Desafios à frente
Apesar das medidas, especialistas apontam que a recuperação tende a ser lenta e exigirá disciplina fiscal. Para um município classificado em situação difícil, reverter o quadro significa não apenas equilibrar contas, mas também retomar gradualmente a capacidade de investir em saúde, educação e infraestrutura, áreas diretamente afetadas pelo desequilíbrio da gestão anterior.
O prefeito Juliano Miranda afirmou, em suas primeiras declarações públicas sobre o tema, que o objetivo de sua gestão é “resgatar a confiança da população e devolver a Jardim a condição de cidade organizada, com serviços funcionando e contas transparentes”. Com as medidas iniciais, Jardim busca reconstruir sua trajetória e sair da lista das administrações em crise, devolvendo estabilidade fiscal e qualidade nos serviços básicos à população.
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