O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, cumpre agenda nesta segunda-feira (18) em Campo Grande, onde se reuniu com o governador Eduardo Riedel (PSDB), único chefe de Executivo estadual da legenda no país. O encontro ocorreu na Governadoria e contou também com a presença dos deputados federais Geraldo Resende, Dagoberto Nogueira e Beto Pereira, além do ex-governador Reinaldo Azambuja, atual presidente regional do partido.
A principal pauta foi o futuro do PSDB em Mato Grosso do Sul, já que tanto Riedel quanto Azambuja têm saída definida: o governador deve se filiar ao PP da senadora Tereza Cristina, enquanto Azambuja prepara migração para o PL. A movimentação abre espaço para que a bancada federal também deixe a sigla, fragilizando a estrutura tucana no Estado.
Na semana passada, Dagoberto Nogueira declarou que a bancada pretende seguir unida em eventual mudança partidária. A tendência é que ele e Geraldo Resende migrem para o Republicanos, legenda que tem crescido no Congresso. Já Beto Pereira avalia outros caminhos.
Apesar disso, Perillo tenta segurar os quadros no partido. Ele reforçou o convite para que os deputados permaneçam, defendendo a construção de uma chapa competitiva para 2026.
“Não quero esvaziar o PSDB”, diz Azambuja
Antes da reunião, Reinaldo Azambuja afirmou que a saída dele e de Riedel já é “fato consumado”, mas negou intenção de enfraquecer a legenda.
— Tanto a minha migração quanto a do Riedel já são definidas. Agora, temos uma bancada, vereadores, o maior partido do Estado. Não temos interesse em destruir isso. Acredito que o Marconi deve conversar com a bancada. Eu indo para o PL posso ajudar a crescer o partido, e o Riedel indo para o PP pode fortalecer também — disse ao Midiamax
Carinho, mas sem “pular na cova”
Geraldo Resende, por sua vez, disse ter apreço especial pelo PSDB, mas condicionou a permanência à existência de perspectivas reais para a sigla.
— Pessoalmente, tenho um carinho especial pelo PSDB, que ajudei a fundar. Não gostaria de sair. Mas tem um ditado popular na política: você até pode ir com o defunto até a cova. O que não pode é pular na cova junto com ele — declarou.
Cenário nacional
O movimento em Mato Grosso do Sul reflete a crise do PSDB no cenário nacional. Após a tentativa frustrada de federação com o Podemos, aprovada em junho mas sem avanço por divergências internas, tucanos agora discutem alternativas como a composição com MDB e Republicanos.
A busca por alianças se intensifica diante da cláusula de barreira, que em 2026 exigirá ao menos 13 deputados federais eleitos em um terço dos estados do país. Atualmente, o PSDB integra federação com o Cidadania, mas a união está em processo de dissolução após decisão validada pelo TSE.
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