O deputado federal Marcos Pollon (PL) anunciou nesta segunda-feira (22) a pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026, em resposta à filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja ao PL, que deve disputar vaga ao Senado pelo partido. O movimento escancara o racha na legenda, que passa a ser comandada localmente por aliados do PSDB e do grupo de Azambuja.
A decisão de Pollon marca o rompimento com a estratégia da cúpula do partido, que já declarou apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Para Pollon, “a direita precisa de representação verdadeira em Mato Grosso do Sul”, sinalizando resistência à composição do PL com partidos do centrão e da velha política estadual.
O cenário evidencia a fragmentação do campo bolsonarista no Estado e cria incertezas sobre o desempenho do partido em 2026, quando a polarização entre direita e esquerda deve pautar mais uma vez as disputas regionais. Com a palavra final ficando a cargo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a tendência é de que as decisões sobre alianças e chapas deverão se arrastar até o próximo ano, refletindo a disputa de poder interna.
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