Mato Grosso do Sul – Em decisão anunciada nesta segunda-feira (25), o Republicanos informou que não formará uma federação com o MDB, complicando os planos da aliança política entre o governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
A definição foi tomada em reunião com a presença de todos os presidentes estaduais do Republicanos. O presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, anunciou que o partido seguirá sozinho na corrida eleitoral de 2026. De acordo com o deputado Antônio Vaz, presidente estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul, “não haverá federação com MDB”.
Impacto na formação da coligação
A ausência da federação entre Republicanos e MDB estrangula a estratégia do grupo de Riedel e Reinaldo, que pretendia utilizar a aliança para acomodar pretensos candidatos que não encontrariam espaço no PP, recém-adotado por Riedel, ou no PL, ao qual Reinaldo pretende se filiar.
Sem essa articulação, uma das alternativas em análise é incluir o PSDB como terceiro partido da coligação. Isso se deve à presença de vereadores do PSDB que, por conta de regras eleitorais, não podem mudar de partido até a janela de 2028.
Outra opção é buscar apoio no PSD, partido sob comando de Gilberto Kassab. Na fase de negociações, o PSD chegou a oferecer apoio a Riedel, mas, até o momento, o governador optou por seguir no PP, sem descartar futuras tratativas com o PSD no estado.
Tensões na base aliada
A repercussão da decisão tem gerado tensões internas. Deputados e pré-candidatos ligados ao projeto partidário consideram inviável a formação de apenas três chapas majoritárias, dado o elevado número de interessados. Caso essa estrutura seja mantida, uma estimativa aponta que cada chapa teria ao menos sete deputados disputando reeleição, o que é visto como impraticável pelos aliados.
Panorama político e implicações
- Federação Partido-MDB x Republicanos: trata-se de uma associação formal que permite atuação conjunta nas eleições e no Congresso. A recusa do Republicanos sinaliza retenção de autonomia e preocupa atores políticos do MS, dificultando o encaixe de lideranças partidárias e vereadoras/o em chapa majoritária.
- Coligação em xeque: sem a articulação esperada com o MDB, o grupo de Riedel e Reinaldo terá que recalcular sua estratégia para formar chapas competitivas, preservando alianças locais e estaduais.
- Cenário eleitoral em 2026: a indefinição fortalece o jogo de bastidores em Mato Grosso do Sul, onde partidos como PSDB e PSD são observados como possíveis “trunfos” para encorpar a chapa, ainda que enfrentem obstáculos logísticos e normativos.
Com essa definição, a sucessão estadual passa a ganhar contornos mais acirrados, à medida que as siglas buscam novas alianças em um quadro em que cada espaço conta, especialmente em vésperas da janela partidária e das convenções eleitorais.
@investigams
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