Na rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul, a nova regra que proíbe o uso de celulares dentro das escolas — implantada em fevereiro de 2023 — começa a mostrar efeitos relevantes. Os professores apontam turmas mais atentas, menos distrações e uma melhora no rendimento dos alunos.
Segundo o secretário de Educação, Hélio Daher, as médias de proficiência da rede atingiram nível histórico, o que ele atribui à maior participação dos estudantes e à diminuição dos dispositivos ligados em sala de aula. Ele destaca ainda que, antes da proibição, era comum ver grupos de alunos isolados no recreio interagindo apenas via celular — situação que estaria mudando.
No entanto, o novo cenário dentro da escola parece trazer uma contrapartida: muitos pais estão relatando que, ao chegar em casa, os filhos usam ainda mais os aparelhos. A medida de restringir o celular no ambiente escolar teria levado a um efeito de “compensação” no lar, com maior tempo de tela após o período de aula.
Especialistas enfatizam que a restrição do aparelho dentro da escola deve vir acompanhada de educação para o uso consciente da tecnologia. A dra. Carolina Costa, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, lembra que a simples proibição não resolve o problema sozinho — é preciso orientar sobre limites, higiene digital e interação saudável.
Em resumo: a medida já demonstra resultados positivos em sala de aula — foco, disciplina e melhor convivência. Porém, o desafio agora é garantir que o aumento do uso de telas em casa não comprometa os ganhos educacionais obtidos até aqui.
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