Contexto da paralisação
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Profissionais de enfermagem, médicos e trabalhadores do setor administrativo da Santa Casa de Campo Grande decidiram cruzar os braços em protesto contra o atraso no pagamento do 13º salário.
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A mobilização ocorre em regime de paralisação parcial, com manutenção dos serviços de urgência, emergência e setores considerados essenciais, enquanto procedimentos eletivos e atendimentos ambulatoriais sofrem redução.
Reivindicações dos trabalhadores
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Os funcionários rejeitam a proposta de parcelamento do 13º em três vezes, com início apenas em 2026, e exigem o pagamento integral do benefício ainda em dezembro.
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Sindicatos da enfermagem e de outras categorias denunciam atrasos recorrentes, falta de previsibilidade no pagamento e relatam que parte dos médicos contratados via pessoa jurídica também acumula meses sem receber.
Impacto nos atendimentos e clima no hospital
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A paralisação atinge uma parcela relevante do quadro funcional, reduzindo internações, cirurgias eletivas e atendimentos não urgentes, o que aumenta o tempo de espera e sobrecarrega as equipes que permanecem em atividade.
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No pátio e na frente do hospital, servidores realizam atos com cartazes, apitos e faixas cobrando o depósito imediato do 13º salário e denunciando ainda a falta de insumos básicos, como antibióticos, insulina e soro para pacientes.
Justificativa da Santa Casa e posição do governo
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A direção da Santa Casa alega não ter recursos em caixa para quitar o 13º, citando déficit mensal em torno de R$ 12 milhões e necessidade de cerca de R$ 14 milhões apenas para a folha do benefício.
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A administração do hospital aponta que, em anos anteriores, o governo do Estado repassava integralmente o valor do 13º, mas, neste ano, o repasse foi anunciado de forma parcelada, o que inviabilizaria o pagamento em uma única vez.
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O governo, por sua vez, sustenta que está em dia com os repasses pactuados e que não há obrigação formal de arcar diretamente com o 13º dos empregados da instituição, atribuindo a responsabilidade à gestão da Santa Casa.
Próximos passos e negociações
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Sindicatos informam que a greve e a operação padrão só serão suspensas após a confirmação do pagamento integral do 13º salário a todo o quadro de funcionários, mantendo assembleias permanentes para decidir os rumos do movimento.
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A direção da Santa Casa busca alternativas como empréstimos bancários e novas negociações com o governo estadual e prefeitura, enquanto o Ministério Público e a Justiça do Trabalho podem ser acionados para tentar mediar um acordo que evite o colapso do atendimento no maior hospital de Mato Grosso do Sul.
Se quiser, é possível adaptar a matéria para foco mais local (por exemplo, destacar pacientes de determinado município ou declarações de lideranças regionais) e incluir um box com “como fica o atendimento” para orientar o público.
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