A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), reina absoluta no quesito popularidade digital entre os nomes cotados para disputar o Senado por Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. Somando 2.957.850 seguidores nas principais plataformas — Instagram, X (antigo Twitter) e Facebook —, a ex-senadora tem presença nas redes sociais muito acima dos potenciais adversários, tamanho que alimenta especulações sobre uma eventual migração de domicílio eleitoral para São Paulo.
A força acumulada desde a candidatura à Presidência da República em 2022, quando se destacou nos debates televisivos e ampliou sua projeção nacional, explica o protagonismo digital da ministra. Apenas no Instagram, Tebet reúne 1.568.246 seguidores; no X, 1.069.604; e no Facebook, outros 320 mil.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos), candidata à reeleição, aparece em segundo lugar no ranking. Também presidenciável em 2022, Soraya soma 462 mil seguidores no Instagram, 188 mil no X e 84 mil no Facebook, totalizando 735 mil — ainda distante da líder.
Em terceiro lugar está o deputado federal Marcos Pollon (PL), que tem pretensões de disputar o Governo do Estado. Com atuação destacada entre grupos armamentistas, Pollon passa de 353 mil seguidores no Instagram, 124 mil no Facebook e 53 mil no X, ultrapassando os 529 mil.
A surpresa da lista é o advogado Oswaldo Meza (DC), que aparece com 276 mil seguidores, à frente de nomes mais tradicionais da política sul-mato-grossense. Outro expoente da direita, o ex-deputado Capitão Contar (PL), registra 209 mil, seguido pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), com 140,6 mil.
Na ala dos atuais parlamentares, o senador Nelsinho Trad (PSD), que vai tentar manter sua cadeira, aparece com 119,3 mil seguidores. O deputado federal Vander Loubet (PT), a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), e o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), fecham a relação com, respectivamente, 50,7 mil, 49 mil e 27,5 mil.
Desde a onda bolsonarista de 2018, a presença digital se consolidou como ativo central em campanhas eleitorais, derrubando velhas estruturas partidárias e impondo métricas de engajamento como termômetro de competitividade. A disputa entre direita, esquerda e centrão hoje ocorre principalmente nas plataformas Instagram, Facebook e X.
A performance de Reinaldo e Nelsinho ilustra o envelhecimento do Facebook como ferramenta dominante: ambos ainda mantêm maior ou quase igual engajamento na rede criada por Mark Zuckerberg, enquanto os presidenciáveis de 2022 comprovam o protagonismo do Instagram e do X no debate político nacional.
Para 2026, os números sinalizam que a guerra eleitoral também passará pelos stories, seguidores e curtidas — e, ao menos por enquanto, Simone Tebet parte vários passos à frente.

Deixe um comentário