A Câmara Municipal de Sidrolândia ficou lotado durante os três dias do grande mutirão promovido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com a Prefeitura, a Câmara Municipal e diversas instituições públicas. O evento marcou um momento histórico para o município: dezenas de produtores rurais da agricultura familiar receberam o tão aguardado título definitivo da terra, simbolizando anos de luta e esperança.
De acordo com Paulo Roberto da Silva, representante do INCRA, a ação é fruto de uma ampla articulação entre o Governo Federal, o município e entidades ligadas ao campo. “É um marco para Sidrolândia. Foram dias de muito trabalho e conquistas que permitirão aos assentados acessar políticas públicas e fortalecer a produção familiar”, destacou.

A superintendente federal do MDA, Marina Ricardo Nunes Viana, ressaltou que o mutirão não apenas garantiu documentos fundiários, mas também promoveu cidadania. “Foram mais de 500 atendimentos, com emissão de RG, títulos, CCUs e até serviços de saúde. É bonito ver o povo participando e saindo daqui com seus direitos reconhecidos”, afirmou.

Entre os beneficiados, a emoção era visível. Ademar de Matos, assentado no Barra Nova 2, comemorou o recebimento da CCU. “É uma alegria imensa. Esperamos por isso há muito tempo. Agora, com o documento na mão, podemos buscar recursos e desenvolver ainda mais nosso trabalho no campo”, disse.

O deputado estadual Renato Câmara, vice-presidente da Assembleia Legislativa, acompanhou o encerramento do mutirão e destacou a importância da parceria institucional. “Com o apoio da Prefeitura e do INCRA, conseguimos acelerar o processo de titularização. Cada produtor que pega esse documento sente que, enfim, aquela terra é realmente sua”, declarou.

O mutirão também contou com serviços do Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Eleitoral, Receita Federal, Defensoria Pública da União e Secretaria de Segurança Pública, que realizaram desde emissão de documentos até vacinação e exames preventivos voltados às mulheres rurais.

Ao final do evento, a sensação geral era de gratidão e dever cumprido. Como resumiu um dos produtores, Petrúcio Leite da Silva, após 10 anos de espera: “É muita felicidade. Agora sim, podemos dizer que essa terra é nossa.” Já sua esposa, Reonilda Soares Pereira, diz estar feliz e contente: “Fazia tempo que a gente tava mexendo, mexendo. Até que um dia saiu, graças a Deus. Agora é trabalhar, botar as mãos na terra, né!?”, completou.
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