A aprovação do projeto que concede o título de Visitante Ilustre ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à ministra do Meio Ambiente Marina Silva provocou um intenso bate-boca na Câmara Municipal de Campo Grande, durante a sessão desta quinta-feira (19).
A discussão ganhou tom acalorado após a vereadora Ana Portela (PL) votar contra a proposta e afirmar: “Fechem suas casas que vai ter um bandido em Campo Grande”. A declaração gerou forte repercussão no plenário e não foi retirada pela parlamentar, que alegou estar representando a população.
Na sequência, o vereador André Salineiro (PL) também criticou duramente o presidente e a ministra, classificando Lula como “persona non grata” na cidade e questionando a atuação de Marina Silva na pauta ambiental.
Autor do projeto, o vereador Landmark Rios (PT) reagiu às críticas e classificou as falas como desrespeitosas. Segundo ele, a honraria reconhece a importância institucional das autoridades. “Estamos recebendo um presidente da República e uma ministra de Estado que trazem para Campo Grande um evento internacional relevante”, destacou.
Diante da polêmica, o presidente da Câmara, Carlos Augusto Borges, conhecido como Papy, determinou a retirada da expressão “bandido” das atas oficiais, alegando que o termo fere o decoro parlamentar.
A agenda presidencial em Mato Grosso do Sul foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Lula deve participar, no domingo, de um painel preparatório para a COP15, que será realizada na Capital. No entanto, ele não deve permanecer para a abertura oficial na segunda-feira (23), conforme informou o deputado estadual Pedro Kemp (PT).
O evento internacional deve reunir entre 2 mil e 3 mil participantes, incluindo chefes de Estado — como o presidente do Paraguai, Santiago Peña —, além de cientistas, organizações e representantes da sociedade civil. A programação prevê debates sobre conservação de espécies migratórias, proteção de habitats e rotas ecológicas.
A última visita de Lula ao Estado ocorreu em dezembro de 2024, durante a inauguração da fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo. Antes disso, ele esteve em Corumbá para acompanhar os impactos dos incêndios no Pantanal e anunciar medidas ambientais.
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