Campo Grande (MS) – O tabuleiro político de Mato Grosso do Sul para 2026 ganha contornos cada vez mais complexos. O ex-deputado estadual Renan Contar – o “Capitão Contar” – condicionou sua eventual filiação ao PP à garantia de que será o candidato da sigla ao Senado em 2026, quando duas vagas estarão em disputa.
Contar: entre o ímã eleitoral e a resistência ao acordo
Apesar de ter sido convidado pela senadora Tereza Cristina, principal liderança do PP estadual, a integrar a sigla, Contar mantém conversas abertas com outras legendas, como Republicanos, Novo e PL . Ele afirma que só ingressará no PP se houver “diálogo franco” e entendimento claro sobre seu papel na chapa para enfrentar “a esquerda em 2026”
No entanto, sua força eleitoral é inegável. O ex-candidato ao governo de MS continua sendo visto como um fenômeno político, com baixo índice de rejeição — em levantamento do Instituto Ipems, marcou 43,92%, abaixo de Reinaldo Azambuja (45,59%) e Nelsinho Trad (49,55%) . Além disso, aparece tecnicamente empatado na disputa por uma das vagas ao Senado e é apontado como peça-chave no xadrez eleitoral sul-mato-grossense
Contar valoriza sua independência política, ressaltando que não depende de “padrinhos”, nem mesmo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem sinalizado apoio a Azambuja para o primeiro voto . Questionado sobre a situação, Contar destaca: “Seria muito bom concorrer à uma das vagas pelo PL ou PP, mas caso essa porta não se abra, sigo no PRTB onde temos autonomia. Tenho convite também no Republicano e Novo.” informou a nossa reportagem. O governador Eduardo Riedel, atualmente filiado ao PP, já se reuniu com Contar, reconhecendo seu capital político significativo e sinalizando abertura ao diálogo
Gerson Claro: pressão interna cresce dentro do PP?
No mesmo âmbito político, deputados, prefeitos e vereadores do PP vêm areditando na candidatura de Gerson Claro — atual presidente da Assembleia Legislativa — à outra vaga ao Senado. A estratégia seria compor uma chapa liderada por Eduardo Riedel (ao governo), Reinaldo Azambuja (ao Senado) e Claro, fortalecendo o “núcleo dos avanços” no Estado
Internamente, além de Gerson Claro, nomes como Marcelo Miglioli (secretário de Infraestrutura) e Luiz Ovando (deputado federal) também são avaliados, com definição provável apenas no próximo ano, conforme as alianças se consolidem. Claro afirma estar preparado para o debate em nível nacional, valorizando a experiência acumulada e reivindicando apoio significativo: “acredito ter o apoio de 20 dos 24 deputados estaduais, 18 prefeitos e mais de 150 vereadores do PP”, além de respaldo de segmentos do União Brasil, (O Estado Online).
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