Condenados a penas que somam 64 anos de prisão, três réus condenados por esquema de corrupção chefiado por Claudinho Serra (PSDB) em Sidrolândia deverão ressarcir os cofres públicos em R$ 544.606,04.
Conforme decisão do juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, os maiores valores são para dois empresários apontados como principais articuladores do esquema. Assim, Ueverton Macedo a Silva, o Frescura, e Ricardo José Rocamora Alves terão que pagar R$ 349.953,02 cada. “Valor correspondente à quantia desviada do poder público”, diz o magistrado.
Ueverton é apontado na sentença: “Controlava empresas de fachada contratadas pela administração municipal mediante conluio e condutas ilícitas”.
Todos os valores devem ainda ser corrigidos monetariamente. Aliás, cabe recurso da condenação.
Penas somam 111 anos de prisão
No total, sete réus foram condenados neste processo referente à primeira fase da Operação Tromper, deflagrada pelo Gaeco em 2023.

As penas aplicadas a cinco empresários e dois servidores municipais a 111 anos e 11 meses de prisão por crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e também fraude em licitações.
Investigadores que conduziram a investida policial, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), do MPMS, disseram que o grupo criminoso agia desde 2017, com aberturas de empresas de fachada.
Na trama, o bando manipulava licitações, criava empresas sem estrutura ou capacidade técnica para executar os contratos, com objetivos definidos: sumir com recursos públicos. O alvo dos criminosos era a prefeitura de Sidrolândia.
Pelo esquema estruturado, em torno de 30 pessoas, entre as quais empresários, servidores e político, viraram réus. Três estão encarcerados, sendo um deles, que seria o chefe da quadrilha, Claudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra, ex-vereador em Campo Grande, pelo PSDB. Antes de conquistar o mandato no legislativo campo-grandense, Claudinho era secretário municipal da Fazenda, em Sidrolândia e envolveu a família toda no esquema de corrupção.
De acordo com as sentenças aplicadas pelo juiz Bruce Henrique, o empresário Ueverton da Silva Macedo, o Frescura, foi o réu punido com maior condenação. Ele terá de cumprir 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão.
Na sequência, o também empresário Ricardo José Rocamora Alves, sentenciado a 28 anos, três meses e 20 dias de prisão.
- Roberto da Conceição Valençuela, outro empresário, foi condenado a 11 anos e 6 meses de prisão;
- O empresário Odinei Romero de Oliveira, foi sentenciado a 4 anos, 9 meses e 18 dias de prisão;
- Everton Luiz de Souza Luscero, também empresário, a 15 anos e 9 meses de prisão;
- O servidor público Flávio Trajano Aquino dos Santos, a 8 anos e 4 meses de prisão;
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