A defesa de Juliana Paula da Silva, esposa do empreiteiro Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, pediu que a prisão preventiva seja convertida em prisão domiciliar, na tarde desta quinta-feira (26). O casal foi preso durante a Operação Camuflagem, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
O advogado Arlei Freitas, que representa o casal, alega que eles têm dois filhos menores, um menino de um ano e 10 meses e uma menina de 11 anos, que possui TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
Conforme a petição, as crianças ficaram sob os cuidados da doméstica. De manhã, a defesa tinha adiantado que iria requerer a mudança à Justiça.
Os empresários Evertom Luiz Luscero e Gleidson Cabral Nobre, além da engenheira Flaviana Barbosa de Souza, completam a lista dos presos na operação, que é um desdobramento da Tromper.
Construção de casas para lavar dinheiro
Conforme apurado pela investigação, a estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício de Frescura e de sua família — inclusive enquanto o empresário cumpria medidas cautelares.
Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende. Flaviana seria contratada por “Frescura” para assinar os projetos de engenharia.
Tudo isso para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. A cidade virou centro de escândalos de corrupção nos últimos anos, a partir da deflagração da Operação Tromper, que revelou esquema de desvios milionários em contratos de obras, chefiado pelo então secretário de Fazenda — e genro da ex-prefeita Vanda Camilo —, Claudinho Serra.
Nova operação em Sidrolândia mira alvos da Tromper e prende cinco por corrupção
Em 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou em Sidrolândia a Operação Camuflagem, um desdobramento da Tromper com o objetivo de apurar o crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.
Os promotores do Gecoc e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia constataram que um dos membros da organização criminosa estaria usando uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial.
Essa estrutura incluía uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e até do nome de pessoas para fazer pagamentos e movimentações financeiras para o investigado e a família, inclusive durante o período em que esteve preso.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. A Operação Camuflagem tem esse nome para remeter à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, usando uma rede de apoio destinada a ocultar as movimentações financeiras.
Com informações Midiamiax
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