Início CIDADES Deputado de MS quer proibir atendimento a “bebê reborn” no SUS
CIDADESCOTIDIANO

Deputado de MS quer proibir atendimento a “bebê reborn” no SUS

Compartilhar
Deputado estadual João Henrique (PL-MS) (lado esquerdo) e "bebê reborn" (lado direito). Foto: Reprodução/Internet
Compartilhar

O deputado João Henrique (PL-MS) protocolou na última quinta-feira (15) o projeto de lei (125/2025) que proíbe, terminantemente, a utilização dos serviços públicos estaduais essenciais aos cidadãos por ou para atender objetos inanimados como bonecas do tipo “reborn” e afins em todo o Estado de MS.

Para efeitos desta lei, considera-se objeto inanimado todo item que não tem, nem jamais teve vida, independentemente de sua aparência ou do vínculo emocional que desperte. “É inaceitável que o sistema público de saúde, que já enfrenta filas imensas e recursos escassos, seja procurado para prestar atendimento a uma boneca reborn ou sua similar. O SUS existe para atender vidas humanas, e episódios assim revelam o quanto precisamos reforçar critérios, capacitação e, sobretudo, acolhimento adequado para casos de saúde mental. Mas não podemos permitir que o absurdo se torne rotina”.

A medida contribui, ainda, para a organização e proteção do sistema de saúde e demais serviços, resguardando a prioridade para os cidadãos reais e garantindo que os recursos públicos cheguem a quem realmente deles necessita.

Distúrbio mental

Segundo o projeto, fica expressamente proibido o uso de atendimentos prioritários, filas preferenciais, vagas de estacionamento destinadas ao público com prioridade de atendimento ou qualquer outro benefício público relacionado à condição de prioridade ou preferência em razão da apresentação ou alegação de vínculo com bonecas reborn ou objetos inanimados. Para Joao Henrique, algumas pessoas desenvolvem vínculos com os bonecos reborn em situações de luto ou distúrbios mentais, tratando-os como filhos reais. Isso pode levar à busca por cuidados de saúde “para o bebê”, revelando a necessidade de apoio psicológico para a pessoa, não para o boneco. “Não podemos permitir que atitudes incompatíveis com a racionalidade do serviço público comprometam ainda mais quem realmente precisa dele, os seres humanos, é claro.”

Pela proposta, a pessoa que descumprir os dispositivos desta lei estará sujeita a multa equivalente a 10 (dez) vezes o custo estimado do serviço público indevidamente solicitado, encaminhamento compulsório para avaliação e acompanhamento nos programas públicos de saúde mental existentes no Estado, conforme regulamentação da Secretaria de Estado de Saúde. O valor referente a multa será destinado para o tratamento de pessoas com transtornos mentais.

Gosta do Portal TVPlanalto? Então acompanhe nossas redes sociais no Instagram @tvplanaltoplay e o Facebook @portal.tvplanalto. Tem alguma pauta ou denúncia para sugerir? Manda nas nossas redes sociais ou direto no Whatsapp (67) 9907-5999
Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Matérias realcionadas
CIDADESCLIMA

Chuva e ventania mudam o tempo em Sidrolândia e colocam MS em alerta para tempestades

A mudança no tempo já começa a ser sentida em Sidrolândia neste...

COTIDIANO

Leonardo DiCaprio escolhe o Pantanal de MS como destino e se hospeda em refúgio de luxo em Miranda

O Pantanal de Mato Grosso do Sul ganhou a presença de uma...

CIDADESCLIMA

Chuva forte, ventania e queda nas temperaturas: MS tem alerta para esta terça-feira

Mato Grosso do Sul deve enfrentar uma terça-feira (1º) marcada por chuvas,...

CIDADES

Mato Grosso do Sul começa a semana com mais de 2,6 mil vagas de emprego abertas

A semana começa com boas oportunidades para quem está em busca de...

--:--
--:--
  • cover
    CIDADE 98.5 FM