A Executiva Regional do PT decidiu invalidar a candidatura de Edvaldo dos Santos — conhecido como “Vadinho” — à presidência da Executiva Municipal em Sidrolândia, anulando assim a eleição realizada no último dia 6 de julho, na qual ele havia obtido 63,7% dos votos
A eleição foi anulada, e o diretório municipal continuará sob o comando da atual Executiva, presidida por Adão Custódio, até que um novo pleito seja convocado, previsto para setembro. Vadinho está proibido de se candidatar novamente ao cargo. Contudo, ainda cabe recurso da decisão — desta vez, à Executiva Nacional do partido.
Motivação da anulação
O argumento central da Executiva Estadual, conforme manifestado por Vladimir Palmeira, presidente regional do PT, foi que a chapa de Geovane Ferreira, derrotada nas urnas, apresentou indícios convincentes de interferência do grupo do prefeito filiado ao PL no pleito interno. Além disso, incluíram como prova publicações feitas por filiados nas redes sociais, onde estes declararam apoio a Jair Bolsonaro já em 2018 .
Fundamento jurídico no estatuto do PT
A decisão baseou-se nos artigos 209 e 211 do Estatuto do partido:
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O artigo 209 exige que os filiados mantenham “autonomia e fidelidade partidária”, não aceitando apoio ou articulação com partidos adversários sem autorização da instância competente.
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Já o artigo 211 classifica que infringir gravemente as normas manter relações com partidos rivais sem permissão, o que poderia desequilibrar o processo democrático interno por favorecer indevidamente alguém.
Quero deixar muito claro que a mudança de Partido é livre para o filiado e limitado para parlamentares.
A decisão e /ou denúncias não tem consistência.
Já a opção de simpatizantes do prefeito em torcer por uma ou outra candidatura, é livre e não podemos impedir que alguém simpatize com o projeto, que foi o caso do projeto da candidatura do Vadinho.