A morte de Terezinha Nantes de Arruda, de 54 anos, natural de Sidrolândia e integrante de uma das famílias mais tradicionais do município, causou grande comoção nesta segunda-feira (27). Ela foi vítima de feminicídio no início da tarde, em uma residência localizada na Vila Bandeirante, em Campo Grande.
Terezinha era filha de Generoso Arruda, antigo empresário de Sidrolândia, e de Sueli Arruda, além de irmã de Mário Arruda. Bastante conhecida na cidade, a família Arruda possui longa trajetória no município, o que fez com que a notícia repercutisse rapidamente entre moradores e amigos.
De acordo com as investigações, o principal suspeito do crime é o próprio marido da vítima, Joel Escócia Carvalho, de 59 anos. Após atacar Terezinha com golpes de faca, ele tirou a própria vida utilizando a mesma arma.
Antes do crime, Joel teria enviado mensagens de áudio ao filho, indicando que algo grave estava prestes a acontecer. Conforme explicou a delegada Larissa Franco Serpa, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o conteúdo das mensagens fazia referência a assuntos que deveriam ser resolvidos após sua morte, embora ele não mencionasse explicitamente o que pretendia fazer.
O casal foi encontrado já sem vida por um dos filhos, caídos dentro da residência em meio a uma grande quantidade de sangue.

Segundo a perícia preliminar, Terezinha apresentava lesões compatíveis com tentativa de defesa, indicando que lutou para sobreviver ao ataque.
As investigações apontam que o casal mantinha um relacionamento de aproximadamente 30 anos, mas estava em processo de separação. Conforme a delegada responsável pelo caso, não havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo os dois.
Ainda segundo a polícia, familiares relataram que Terezinha já havia manifestado o desejo de encerrar o casamento, enquanto o marido demonstrava resistência em aceitar o fim da relação.
Equipes da Polícia Militar e da Perícia Científica estiveram no local para os levantamentos. O caso segue sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como feminicídio seguido de suicídio.

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