Um homem identificado como Elvesmar Rodrigues da Silva, de 46 anos, foi preso em flagrante após matar o próprio pai, Deusmar Rodrigues da Silva, de 77 anos, com um golpe de marreta na cabeça. O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (20), em uma propriedade localizada na zona rural de Unaí, em Minas Gerais, município situado no Entorno do Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o próprio autor procurou os policiais para confessar o homicídio. Em depoimento, Elvesmar relatou que discutiu com o pai e, durante o desentendimento, desferiu um golpe de marreta na cabeça da vítima.
Após a agressão, ele afirmou que cobriu o corpo do pai com um cobertor e seguiu até o centro da cidade para comunicar o crime à Polícia Militar. Segundo o relato, Deusmar ainda apresentava sinais de vida quando foi coberto.
Uma equipe da PM foi até o imóvel e encontrou o idoso caído. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas pôde constatar o óbito da vítima no local.
Suspeito alega que agiu em legítima defesa
Durante o depoimento, Elvesmar afirmou que morava com o pai havia cerca de seis anos e alegou que, durante todo esse período, sofria constantes ameaças de morte por parte do idoso. Com base nessa versão, ele sustentou que teria agido em legítima defesa.
Apesar da justificativa apresentada, a Polícia Civil confirmou a materialidade do crime e efetuou a prisão em flagrante do suspeito. Após passar por atendimento médico de praxe, ele foi encaminhado à Delegacia Regional de Polícia de Unaí, onde permanece à disposição da Justiça.
Ex-servidor público e empresário
Elvesmar já atuou como fiscal de tributos da Prefeitura de Unaí, cargo do qual foi exonerado em 2022. Conforme decreto publicado pelo município na época, a demissão ocorreu em decorrência de um processo administrativo disciplinar.
Além da carreira no serviço público, ele também foi proprietário de uma loja especializada na venda de peças automotivas, empresa que funcionou por aproximadamente 20 anos e encerrou as atividades no ano passado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias do homicídio e avaliar a alegação de legítima defesa apresentada pelo autor.


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