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Frente fria pode ajudar a frear avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul

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Primeiro caso de Chikungunya é registrado em Dois Irmãos do Buriti
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A chegada de uma nova frente fria em Mato Grosso do Sul trouxe esperança para autoridades de saúde que acompanham o avanço da chikungunya no estado. Segundo meteorologistas, as temperaturas devem cair nos próximos dias, com mínimas próximas de 12 °C em algumas regiões, principalmente no sul do estado e áreas de maior altitude.

Especialistas explicam que o clima mais frio pode contribuir para a redução da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika vírus. Isso ocorre porque as baixas temperaturas diminuem o ciclo de reprodução do inseto e reduzem sua atividade, dificultando a propagação das doenças.

Apesar do alívio momentâneo, autoridades alertam que a população não deve relaxar nos cuidados preventivos. O mosquito continua circulando em diversas cidades sul-mato-grossenses, e mesmo em períodos de frio ainda pode haver transmissão, principalmente em locais com água parada e acúmulo de lixo.

Em 2026, Mato Grosso do Sul já registra milhares de casos prováveis de chikungunya, situação que mantém os órgãos de saúde em alerta. Municípios intensificaram ações de combate ao mosquito, incluindo mutirões de limpeza, visitas domiciliares e campanhas de conscientização.

A Secretaria Estadual de Saúde reforça que a colaboração da população é fundamental para evitar novos surtos. Entre as principais recomendações estão eliminar recipientes que acumulam água, limpar calhas, manter caixas d’água fechadas e descartar corretamente pneus e objetos que possam servir de criadouros.

Além do impacto na saúde pública, o aumento dos casos preocupa devido aos efeitos da chikungunya no organismo. A doença pode provocar febre alta, dores intensas nas articulações, fadiga e, em alguns casos, sequelas prolongadas que comprometem a qualidade de vida dos pacientes.

Com a mudança no clima, a expectativa é de desaceleração no avanço da doença nas próximas semanas. Ainda assim, especialistas destacam que o combate ao mosquito deve continuar durante todo o ano, independentemente da estação.

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