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O ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia, Claudinho Serra, é apontado como beneficiário de um esquema de corrupção que incluía até a entrega de caixas de suco, iogurtes e cápsulas de café no gabinete. As informações constam em relatório do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com base na delação premiada do ex-servidor e empresário Milton Paiva.
Segundo o documento, os produtos seriam fruto de um sistema interno chamado de “trocas” ou “crédito”, prática que convertia valores desviados de contratos públicos em “saldos” à disposição do grupo investigado. O acordo de colaboração foi firmado com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), no âmbito da Operação Tromper, que apura fraudes em licitações e contratos administrativos da Prefeitura de Sidrolândia.
Uma captura de tela anexada ao relatório mostra Milton Paiva salvando, em conversa no WhatsApp com a namorada, uma lista de itens que deveriam ser entregues no gabinete de Serra. No “lembrete”, aparecem caixas de suco, fardo de água com gás e iogurte de laranja e mel.
De acordo com as investigações, o então secretário mantinha “saldo” com empresários que integravam o suposto conluio. Esses valores eram abastecidos por meio de contratos públicos fraudados. Parte do dinheiro retornava ao grupo na forma de bens, serviços ou repasses em espécie.
Conforme o Gecoc, o mecanismo começava com a emissão de uma solicitação falsa em nome de um agente público, utilizando contratos de fornecimento já existentes. O fornecedor, integrante do esquema, emitia a nota fiscal correspondente. Em seguida, outro servidor atestava falsamente o recebimento do produto ou serviço, liberando o pagamento.
Após o crédito cair na conta do empresário, era feita uma contabilidade paralela — prática conhecida internamente como “fazer saldo”. Os recursos ficavam à disposição do gestor, que poderia utilizá-los para demandas pessoais, políticas ou para aquisição de bens não licitados.
Em trecho da delação transcrito pelo Gecoc, Milton Paiva afirma que intermediava entregas por meio do assessor pessoal de Serra, Carmo Name. “Com o Carmo Name eu cheguei a fornecer somente água, aqueles iogurtezinhos de fruta, cápsula de café — que era pro gabinete onde ele ficava junto com o secretário — também no sistema de troca”, declarou.
A Operação Tromper identificou uma organização criminosa voltada ao direcionamento de licitações e ao desvio de recursos públicos em Sidrolândia. Segundo o MPMS, os investigados fraudavam certames para favorecer empresas do grupo e, posteriormente, desviavam parte dos valores dos contratos.
Os percentuais variavam entre 10% e 30% do montante contratado, dependendo do tipo de repasse acordado, conforme apontam as investigações.
Claudinho Serra, que comandou a Secretaria de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica do município, tornou-se réu em abril de 2024 após o juiz Fernando Moreira Freitas da Silva aceitar a denúncia do MPMS. Ao todo, 23 pessoas passaram à condição de rés na terceira fase da operação.
A quarta fase da ofensiva cumpriu três mandados de prisão e 29 de busca e apreensão, alcançando mais de 20 investigados ligados à administração pública municipal. Entre os indiciados estão o pai de Serra, Cláudio Jordão de Almeida Serra, e a esposa, Mariana Camilo de Almeida Serra.
As apurações também apontam suspeitas de irregularidades em diferentes setores da Prefeitura, incluindo o Cemitério Municipal, a Fundação Indígena e contratos de abastecimento da frota.
A reportagem do jornal Midiamax procurou a defesa de Claudinho Serra para comentar as acusações, mas não houve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.
Com informações Midiamax
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