Sidrolândia, chamou atenção por gastos expressivos com diárias e passagens de servidores públicos nos últimos anos — numa trajetória que oscila entre aumentos substanciais e tentativas de controle rigoroso sob a gestão atual do prefeito Rodrigo Basso (PL).
Crescimento nos gastos na gestão da ex-prefeita Vanda Camilo (PP) (2021-2024)
Quando Vanda Cristina Camilo (PP) assumiu a prefeitura em janeiro de 2021, os gastos com diárias e passagens eram relativamente modestos: R$ 47.376,32 foram registrados em 2020, ano anterior à sua gestão.
Sob sua administração, esse quadro mudou radicalmente:
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2021 – R$ 143.893,02
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2022 – R$ 928.911,43
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2023 – R$ 1.043.171,21
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2024 – quase R$ 1,49 milhão em diárias e passagens (ano eleitoral).
Ou seja, no intervalo de quatro anos, o gasto cresceu mais de 31 vezes em comparação com o início do período observado.
A proporção desses desembolsos chamou atenção de órgãos de imprensa e do público, sobretudo porque o total de 2024 chegou a ser quatro vezes maior do que os gastos com o mesmo fim na capital Campo Grande, cidade com quase 19 vezes mais habitantes.

Além disso, parte das diárias pagas incluíram valores altos a membros da própria administração. Por exemplo, Vanda Camilo foi contemplada com diárias somando R$ 33.684,00 em 2024 para deslocamentos e participação em eventos fora do município.
Marcos de controvérsia e investigações
O período também foi marcado por investigações e escândalos de corrupção envolvendo a gestão de Vanda Camilo, incluindo a deflagração da “Operação Tromper”, que investigou organização criminosa no âmbito da prefeitura.
Além disso, há notícias de que a ex-prefeita é cobrada pelo MIDR a ressarcir valores superiores a R$ 3,8 milhões à União por irregularidades em convênios firmados durante sua gestão.
Rodrigo Basso (2025): queda expressiva e novo controle
Com a vitória de Rodrigo Basso (PL) nas eleições de 2024 — eleito com 61,27% dos votos — a prefeitura iniciou 2025 com uma proposta de contenção de despesas e maior rigor no uso de recursos públicos.
Dados extraídos do Portal da Transparência mostram que, de 1º de janeiro a 15 de maio de 2025, o município desembolsou R$ 243.129,43 em diárias — uma redução de mais de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ainda estava sob gestão da ex-prefeita.
Para além da simples queda nos números, a administração atual implementou novas regras para concessão de diárias, incluindo:
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autorização prévia da Controladoria;
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exigência de justificativas formais de viagem;
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relatórios de atividades e comprovantes de participação obrigatórios;
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risco de devolução em caso de ausência de comprovação.
Comparativo rápido: volume de gastos
| Ano (Gestão) | Gastos com diárias e passagens |
|---|---|
| 2020 (pré-Vanda) | R$ 47.376,32 |
| 2021 (Vanda) | R$ 143.893,02 |
| 2022 (Vanda) | R$ 928.911,43 |
| 2023 (Vanda) | R$ 1.043.171,21 |
| 2024 (Vanda) | R$ ~1.49 milhão |
| 2025 (Basso – até 15/05) | R$ 243.129,43 |
A comparação mostra uma quebra na curva ascendente de despesas a partir de 2025, em parte atribuída à adoção de medidas mais rígidas de controle e ao compromisso público de conter gastos considerados excessivos na gestão anterior.
Contexto político e fiscal
A gestão de Rodrigo Basso também tem divulgado superávit fiscal e melhorias na gestão das contas públicas. Segundo o próprio prefeito, nos primeiros dez meses de 2025 a prefeitura registrou um superávit de R$ 46,7 milhões, permitindo a quitação de dívidas da gestão anterior e garantia de pagamentos essenciais, como o 13º dos servidores.
Os dados disponíveis demonstram que os gastos com diárias e passagens cresceram de forma significativa na gestão de Vanda Camilo, atingindo níveis recordes em 2024 para um município do porte de Sidrolândia — e foram alvo de críticas e investigações. Já a gestão de Rodrigo Basso adotou critérios de redução e controle mais rígidos, refletidos em números menores de despesas no início de seu mandato.
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