O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Dirty Pix, que investiga um esquema milionário de corrupção envolvendo recursos destinados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. A ação, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC/MPMS) em apoio à 3ª Promotoria de Justiça do município, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e também em Manaus (AM). A operação conta ainda com o suporte dos GAECOs de Mato Grosso do Sul e do Amazonas. Apesar da movimentação incomum, a direção da unidade esclareceu que as atividades seguem sem qualquer alteração.
O Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa divulgou uma ampla nota de esclarecimento nesta terça-feira após a circulação de informações consideradas “distorcidas” sobre a ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) realizada no início da manhã. A instituição reforçou que não é alvo da investigação e que cooperou plenamente com o recolhimento de documentos relacionados a uma empresa fornecedora contratada em 2022.
Segundo o hospital, a visita do GAECO teve como foco a Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos Ltda., empresa responsável pelo fornecimento de equipamentos adquiridos por meio do convênio Nº 32.700/2022-92/2022, firmado com o Governo do Estado. O valor do contrato foi de R$ 5.468.750,00, destinado à compra de diversos aparelhos hospitalares.
O hospital informou que a ressonância magnética adquirida no convênio foi entregue e já está em funcionamento, ampliando a capacidade de diagnóstico da instituição. Contudo, uma autoclave prevista na mesma aquisição nunca foi entregue pela empresa Pharbox, o que levou o hospital a judicializar o caso ainda em outubro de 2023.
A direção destaca que todo o processo foi conduzido de forma legal e transparente, com documentação completa registrada e pagamento efetuado dentro das normas. A nota reforça que nenhuma transferência ou PIX foi recebida pela gestão ou direção do hospital da empresa investigada, e que a unidade desconhece completamente o uso que a fornecedora fez dos valores pagos.
O presidente da mantenedora, Jacob Breure, afirmou que algumas publicações recentes tentam criar narrativas que não correspondem à realidade:
“O Hospital Dona Elmíria tem tudo documentado, tudo registrado e segue rigorosamente as normas legais. Temos total tranquilidade em abrir nossas portas às autoridades, pois agimos com seriedade e responsabilidade desde o início.”
Jacob também criticou o uso de informações incompletas que, segundo ele, buscam prejudicar uma instituição que há décadas presta serviço essencial à população de Sidrolândia.
A diretora administrativa Amanda Basso reforçou o momento positivo vivido pelo hospital:
“Estamos no melhor momento da nossa história, expandindo estrutura, fortalecendo o corpo clínico e modernizando serviços. A população sente essas melhorias no dia a dia. Seguiremos transparentes e presentes para esclarecer qualquer dúvida.”
O Hospital Dona Elmíria frisou ainda que mantém o funcionamento normal em todas as áreas e que seguirá colaborando integralmente com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos.
A instituição encerrou a nota reafirmando seu compromisso com a verdade, o respeito e a responsabilidade pública, valores que afirma guiar sua atuação e seu processo contínuo de expansão e modernização.
Deixe um comentário