A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão preventiva de João Pedro Lopes, Natally Machado da Silva, Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento, acusados de envolvimento no assassinato de Magno Fernandes Monteiro, crime que causou grande comoção em Sidrolândia. Os quatro serão julgados pelo Tribunal do Júri no próximo 22 de julho e permanecerão presos até a realização da sessão.
Os réus respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Conforme a denúncia do Ministério Público, Magno foi morto dentro de sua residência, no bairro São Bento, em um crime motivado por uma disputa relacionada ao imóvel onde morava. Após o assassinato, o corpo foi enterrado no quintal da casa e permaneceu oculto por meses, até ser localizado durante as investigações.
Ao negar os pedidos de liberdade, a Justiça considerou que permanecem presentes os requisitos da prisão preventiva, destacando a gravidade dos fatos, a repercussão do caso e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento do processo. O magistrado também ressaltou que o julgamento já está próximo, motivo pelo qual não há justificativa para a revogação da prisão.
Segundo o Ministério Público, João Pedro Lopes, Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento participaram diretamente da execução de Magno, enquanto Natally Machado da Silva teria contribuído para a ação ao informar aos demais o momento em que a vítima estava sozinha e, posteriormente, ajudado na limpeza da cena do crime. A defesa de todos os acusados nega, total ou parcialmente, as acusações apresentadas pela investigação.
Caso sejam condenados pelos jurados, os quatro poderão receber penas superiores a 30 anos de prisão, em razão das qualificadoras atribuídas ao homicídio e da acusação de ocultação de cadáver. O julgamento está marcado para 22 de julho, no Fórum da Comarca de Sidrolândia.
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