A Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido de Habeas Corpus do empreiteiro Cleiton Nonato Corrêa, envolvido em esquema de corrupção chefiado pelo ex-vereador Claudinho Serra na Prefeitura de Sidrolândia.
Conforme aponta a investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a GC Obras de Pavimentação Asfáltica (CNPJ 16.907.526/0001-90) mantinha contratos fraudulentos com o Executivo, durante a gestão da ex-prefeita Vanda Camilo (PSDB).
Assim, no começo deste mês, durante a 4ª fase da Operação Tromper, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) prendeu Claudinho Serra (PSDB), seu assessor, Carmo Name Júnior, e o empreiteiro Cleiton Nonato.
O juiz de Sidrolândia, Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, expediu as prisões temporárias. Na sentença, o magistrado pontua que a prisão é necessária para ‘garantia da ordem pública’. Assim, os três enfrentam acusações pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Além deles, outras 19 pessoas foram alvo da ação que faz parte da 4ª fase da Operação Tromper, que investiga desvios milionários em contratos de obras em Sidrolândia. Então, o Gaeco aponta o político do PSDB como o ‘chefe’ do esquema. Ele atuou como secretário de Fazenda no município, durante gestão da sogra, Vanda Camilo.
4ª fase da Operação Tromper
A operação foi deflagrada pelo Gaeco com apoio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e apoio operacional do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), do Batalhão de Choque e da Força Tática da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, além da assessoria militar do MPMS.
Naquele dia, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e três de prisão em Campo Grande e Sidrolândia. Entre os presos, o ex-vereador Claudinho Serra, seu ex-assessor Carmo Name Júnior e Cleiton Nonato Corrêa, dono de uma das empresas investigadas.
O grupo é acusado de fraudes em licitações e contratos superfaturados que, segundo o Ministério Público, movimentaram cerca de R$ 20 milhões desde 2017. As investigações indicam o pagamento de propina a agentes públicos e o uso de empresas de fachada para viabilizar os desvios.
Claudinho Serra e outros 21 foram denunciados na 3ª fase da Operação Tromper, em abril de 2024. Após 23 dias de detenção, o ex-vereador foi liberado mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, conforme decisão judicial, mas voltou a ser preso no dia 5 de junho, na 4ª fase.
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