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Uma série de publicações atribuídas a perfis ligados ao Comando Vermelho (CV) passou a circular nas redes sociais nas últimas horas, trazendo uma lista com 24 pessoas supostamente marcadas para morrer em Mato Grosso do Sul. As postagens afirmam que os alvos seriam integrantes ou pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), porém essa informação não foi confirmada pelas autoridades.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a morte de Gustavo Loschiavo Araujo, de 29 anos, em Cassilândia. O nome dele constava na lista e, após o assassinato, sua fotografia voltou a ser publicada pelos mesmos perfis com um grande “X” vermelho e a palavra “Eliminado”. A Polícia Civil investiga se existe relação entre a execução e as ameaças divulgadas nas redes sociais.

As publicações mostram fotografias, nomes, apelidos e cidades dos supostos alvos, incluindo homens e mulheres. A maioria das mensagens faz referência a moradores de Cassilândia, Inocência e Miranda, acompanhadas da frase “Decretado pelo CV MS” e de outras ameaças explícitas. Em algumas postagens, os administradores alegam que os alvos foram marcados por não aceitarem a “ideologia do CV”, mas não apresentam qualquer prova das acusações.


Além da divulgação da lista, os perfis compartilham mensagens exaltando o Comando Vermelho e reivindicando domínio sobre diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Também foram publicados supostos comunicados proibindo a venda de drogas que não pertençam à facção, em uma tentativa de demonstrar controle territorial sobre cidades do Estado.

A disputa entre o Comando Vermelho e o PCC tem provocado aumento da violência em Mato Grosso do Sul, especialmente em municípios próximos à fronteira. Segundo informações já divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o confronto entre as organizações criminosas está entre os fatores que impulsionam homicídios e confrontos registrados ao longo deste ano.
Até o momento, não há confirmação oficial de que todas as pessoas mencionadas na lista possuam ligação com qualquer facção criminosa. As autoridades tratam as informações divulgadas nas redes sociais com cautela e seguem investigando tanto a origem das publicações quanto os crimes recentes que podem estar relacionados à guerra entre os grupos criminosos.
*Com informações jornal Campo Grande News*
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