Início CIDADES CAMPO GRANDE Manifestantes invadem Câmara de Campo Grande contra lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos
CAMPO GRANDEPOLÍTICA

Manifestantes invadem Câmara de Campo Grande contra lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos

Compartilhar
(Foto: Caio Tumelero)
Compartilhar

A sessão da Câmara Municipal de Campo Grande foi marcada por protestos e tensão na manhã desta terça-feira (28), após manifestantes ocuparem o plenário em repúdio à lei sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP), que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos em espaços públicos da Capital.

Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes se posicionaram contra a nova legislação e reagiram a cada fala do vereador André Salineiro (PL), autor da proposta. Durante a sessão, o parlamentar defendeu a medida afirmando que “está defendendo o direito das mulheres”, o que provocou protestos imediatos no plenário.

A nova legislação, sancionada no último dia 22 de abril, integra a Política Municipal de Proteção da Mulher e estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas. Segundo a justificativa da norma, a medida busca “resguardar a intimidade” e evitar situações de constrangimento ou importunação.

Entretanto, opositores argumentam que a lei promove exclusão e reforça a marginalização da população trans. Para movimentos sociais e representantes da comunidade LGBTQIAPN+, a restrição não resolve questões de segurança e intensifica o preconceito contra pessoas transgênero.

Durante o debate, o vereador Jean Ferreira (PT) criticou duramente a medida e apontou possível inconstitucionalidade. Segundo ele, a norma “não tem competência para ser votada e apreciada, pois não terá efetividade”, destacando que irá trabalhar para derrubar a lei.

A repercussão também chegou ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que já analisa a legalidade da norma. O órgão recebeu dois pedidos formais para avaliar tanto a possível inconstitucionalidade da lei quanto a responsabilização dos envolvidos pela restrição de um direito considerado básico. As solicitações foram protocoladas por uma advogada trans.

A lei também autoriza o Poder Executivo a promover adaptações em estruturas municipais e fiscalizar estabelecimentos particulares para garantir o cumprimento da norma, ampliando ainda mais a polêmica em torno da medida.

O caso segue gerando forte repercussão política e social em Campo Grande, dividindo opiniões e prometendo novos desdobramentos jurídicos nos próximos dias.

Gosta do Portal TVPlanalto? Então acompanhe nossas redes sociais no Instagram @tvplanaltoplay e o Facebook @portal.tvplanalto. Tem alguma pauta ou denúncia para sugerir? Manda nas nossas redes sociais ou direto no Whatsapp (67) 9907-5999
Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Matérias realcionadas
CAMPO GRANDEPOLÍCIA

Homem é preso suspeito de usar própria filha para atrair adolescentes e cometer abusos em Campo Grande

Um homem de 39 anos foi preso temporariamente nesta terça-feira (8), em...

POLÍTICA

TJMS propõe isenção de taxas para mulheres vítimas de violência doméstica em MS

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) encaminhou à...

CAMPO GRANDEPOLÍCIA

Dois trabalhadores morrem após desabamento de estrutura em obra no Aero Rancho

Dois trabalhadores morreram após o desabamento de parte da estrutura de um...

CAMPO GRANDE

Crise na Santa Casa se agrava e MPMS intensifica cobrança para evitar paralisação do SUS

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) intensificou o acompanhamento...

--:--
--:--
  • cover
    CIDADE 98.5 FM