A morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, ganha novos contornos após a revelação de que a caminhonete em que ela estava trafegava com a porta entreaberta momentos antes do acidente, ocorrido na manhã de segunda-feira (13), na BR-163, em Campo Grande.
De acordo com apuração do Jornal Midiamax, o veículo percorreu alguns metros nessa condição até que, de forma repentina, a porta se fechou. Em seguida, ao abrir novamente, houve uma frenagem brusca, momento em que Ely caiu do veículo, parando sob a caminhonete. A principal hipótese é de que a morte tenha sido causada pelo atropelamento.
No local, o ex-marido da vítima — que conduzia o veículo — relatou aos bombeiros que Ely teria pulado da caminhonete. Segundo uma fonte policial ouvida pela reportagem, essa versão seria compatível com imagens de câmeras de segurança analisadas até o momento.
O casal estava em processo de separação de corpos há alguns meses, medida judicial que formaliza o fim da convivência conjugal. Em depoimento à polícia, o filho da arquiteta afirmou não haver histórico de violência doméstica entre os pais, embora reconhecesse discussões comuns ao relacionamento.
O ex-companheiro foi ouvido na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) poucas horas após o ocorrido e, em seguida, liberado. A investigação segue em andamento e, conforme a delegacia, a hipótese de feminicídio não está descartada. No entanto, outras linhas também são consideradas, incluindo a possibilidade de suicídio.
O velório de Ely teve início nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (14), no bairro São Francisco, onde familiares e amigos se reuniram para prestar as últimas homenagens. Em meio ao luto, a família preferiu não falar com a imprensa. O sepultamento está previsto para ocorrer ainda nesta tarde.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos lamentaram a perda. Em uma das homenagens, uma amiga escreveu: “Se eu soubesse que era a última vez que eu ia te ver, teria te dado um abraço mais forte. Meu coração está doendo muito”.
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