A Engeluga Engenharia LTDA virou alvo do MPMS e do DRACCO após firmar contratos em várias prefeituras de MS — em Sidrolândia, a empresa recebeu mais de R$ 1,7 milhão entre 2022 e 2024, e o contrato foi rescindido pelo atual prefeito em janeiro de 2025, sem novos vínculos desde então.
Contratos em Sidrolândia
A construtora Engeluga recebeu R$ 323 mil em 2022, R$ 640 mil em 2023 e R$ 800 mil em 2024 em contratos firmados durante a gestão da ex-prefeita Vanda Camilo, totalizando mais de R$ 1,7 milhão, conforme dados citados do Portal da Transparência municipal. O atual prefeito Rodrigo Basso rescindiu o contrato em janeiro de 2025 e informou que não há contratos ativos com a empresa; parte das quitações ocorreu já na atual gestão, sem novas contratações firmadas.
Investigações em curso
A Engeluga é investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e pelo DRACCO por suspeitas de fraude em licitação, peculato e lavagem de dinheiro em diferentes municípios, em linha com apurações que miram contratações por inexigibilidade e serviços genéricos de “assessoria técnica”.
Em Ladário, o MP recomendou a anulação de um contrato de R$ 1,08 milhão firmado sem licitação para “apoio técnico na supervisão e fiscalização de obras”, por ausência de justificativas de singularidade e inviabilidade de competição exigidas pela Lei 14.133/21.
Outras cidades e padrão de contratação
Segundo o MPMS e reportagens locais, a empresa fechou contratos por inexigibilidade para serviços como elaboração de projetos e fiscalização de obras em diversos municípios, modelo que é questionado por se confundir com atribuições típicas das secretarias de infraestrutura, o que fere isonomia e a obrigatoriedade de licitar quando não há singularidade técnica comprovada.
Há registros de contratos semelhantes em Nova Alvorada (R$ 180 mil), Água Clara (R$ 360 mil), Itaporã (R$ 329,5 mil), Porto Murtinho (R$ 757,1 mil) e um pacote próximo de R$ 960 mil em Sidrolândia para serviços de projetos e supervisão, compondo um histórico que chegou a superar R$ 11 milhões mapeados pelos investigadores.
Posição da Prefeitura e do prefeito
A Prefeitura de Sidrolândia reforçou que não mantém contrato ativo com a Engeluga, que acompanha as investigações e que seguirá colaborando com os órgãos de controle para assegurar transparência na gestão pública. O prefeito Rodrigo Basso ironizou em redes sociais o silêncio da gestão anterior e de vereadores à época do contrato, destacando a rescisão no início do mandato e exaltando a atuação das instituições de controle.
Contexto mais amplo na gestão Vanda Camilo
Paralelamente ao caso Engeluga, a ex-prefeita Vanda Camilo e pessoas do entorno político enfrentaram escrutínio por outras frentes, como a Operação Tromper que apurou fraudes em licitações e contratos em Sidrolândia e região, ampliando o ambiente de pressão por transparência nas contratações públicas locais. Em decisões e recomendações recentes, órgãos de controle têm reforçado que contratações sem licitação para fiscalização e projetos — quando não demonstrada singularidade técnica — violam a Lei 14.133/21, devendo ser anuladas e responsabilizados os agentes quando cabível, cenário que explica as recomendações de cancelamento em municípios como Ladário.
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