O empresário Ueverton Macedo da Silva, conhecido como “Frescura”, e a esposa, Juliana Paula da Silva, foram presos na manhã desta quinta-feira (26), durante a Operação Camuflagem, deflagrada em Sidrolândia. A ação é um desdobramento da Operação Tromper, que revelou um amplo esquema de corrupção no município.
A ofensiva foi conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), que cumpriu cinco mandados de prisão e realizou buscas em endereços ligados aos investigados. Em uma das diligências, os agentes chegaram a vistoriar o telhado da residência de “Frescura”. O empresário já havia tentado despistar investigadores anteriormente, escondendo um aparelho celular em um suposto bunker na própria casa.
Ueverton possui condenação de três anos por obstrução da Justiça e mais de 30 anos por corrupção no âmbito da Operação Tromper. Segundo apurado, ele atuaria na compra de terrenos para construção de imóveis, que posteriormente eram comercializados.
Após as prisões, o advogado do casal, Arlei Freitas, afirmou que irá solicitar prisão domiciliar para Juliana Paula da Silva, que tem um filho pequeno. “Vamos analisar os fatos que levaram às prisões e adotar as medidas cabíveis”, declarou.
Também foi presa Flaviane Barbosa, apontada como profissional contratada por “Frescura” para assinar projetos de engenharia. O advogado de Flaviane esteve na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia, mas preferiu não se manifestar.
O espaço segue aberto para posicionamento das defesas.
*Informações Midiamax
Nova operação em Sidrolândia mira alvos da Tromper e prende cinco por corrupção
Em 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou em Sidrolândia a Operação Camuflagem, um desdobramento da Tromper com o objetivo de apurar o crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.
Os promotores do Gecoc e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia constataram que um dos membros da organização criminosa estaria usando uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial.
Essa estrutura incluía uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e até do nome de pessoas para fazer pagamentos e movimentações financeiras para o investigado e a família, inclusive durante o período em que esteve preso.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. A Operação Camuflagem tem esse nome para remeter à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, usando uma rede de apoio destinada a ocultar as movimentações financeiras.
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