O ex-pastor Wanderlei Antonio de Oliveira foi condenado a mais de 95 anos de prisão por abusar sexualmente de fiéis sob a justificativa de que estaria “tomado por anjos” durante rituais religiosos. A sentença foi proferida pela 5ª Vara Criminal de Anápolis, em Goiás, e determina o cumprimento da pena em regime fechado.
Segundo a decisão, o religioso utilizava sua posição de liderança para constranger as vítimas e exigir relações sexuais como parte de supostos atendimentos espirituais. Ao menos 15 mulheres denunciaram os abusos, que teriam ocorrido tanto na igreja quanto nas residências das fiéis. As primeiras queixas foram registradas em outubro de 2023, e o caso era acompanhado pelas vítimas há mais de dois anos.
De acordo com os relatos anexados ao processo, Wanderlei afirmava estar sob influência de seres celestiais durante os cultos e atendimentos individuais. Caso as mulheres se recusassem a cumprir as exigências, ele as ameaçava, explorando o temor religioso e a relação de confiança estabelecida com as fiéis.
A Justiça entendeu que houve uso deliberado da fé e da autoridade espiritual para coagir as vítimas, caracterizando abuso de poder e violência sexual.
Crimes reconhecidos pela Justiça
A condenação inclui os crimes de violação sexual mediante fraude, estupro de vulnerável, estupro e divulgação de material íntimo. Apesar de ainda caber recurso, o ex-pastor não poderá recorrer em liberdade.
O processo foi conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia de Anápolis, responsável pela investigação desde as primeiras denúncias.
Participação da esposa
A esposa do réu, Maria Lourdes dos Santos Oliveira, também foi apontada nas investigações como participante e conivente com os crimes. Ela chegou a ser presa durante o andamento do caso, conforme registrado no inquérito policial.
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