A Prefeitura de Sidrolândia esclareceu, nesta semana, a situação referente à suspensão da coleta de resíduos depositados em bags pela população. Segundo o prefeito Rodrigo Basso (PL), a medida foi resultado de uma decisão judicial que determinou que a empresa responsável não pode continuar realizando o recebimento e destinação dos materiais da forma como vinha ocorrendo.
“A decisão é judicial, foi uma suspensão. A empresa não pode receber e nem destinar da forma que estava destinando”, afirmou o prefeito em entrevista concedida ao programa Segunda Conversa desta segunda (27). De acordo com ele, a empresa comunicou que já está realizando as adequações necessárias no local e no processo de recebimento, com expectativa de retomar o serviço em breve.
Enquanto isso, a Prefeitura pede a colaboração dos moradores para evitar o acúmulo de resíduos nas ruas. A orientação é não colocar os bags na calçada e, por alguns dias, manter o lixo orgânico dentro do próprio terreno ou, quando possível, descartá-lo em sacos menores, que continuam sendo recolhidos pela empresa Morena.
“O que puder ser colocado no saco de lixo pequeno, a Morena está coletando. Se eu tirar tudo de dentro de um bag e colocar no saco preto, ela leva para o aterro. O que não pode é destinar dentro do bag”, explicou.
Separação do lixo é essencial
O prefeito destacou que um dos problemas identificados é a mistura de materiais dentro dos bags, como entulho, lixo orgânico e recicláveis, o que dificulta e inviabiliza o tratamento adequado. Ele reforçou que a cooperativa de reciclagem continua em atividade e que grande parte dos resíduos descartados poderia ser reaproveitada.
“90% do que estava dentro do bag podia ter outra destinação. O que é orgânico, dá para fazer compostagem. O que é reciclável, a cooperativa está coletando. Só o que não dá para reaproveitar deve ir para o saco preto e ser recolhido normalmente”, ressaltou.
Impacto financeiro para o município
O prefeito também chamou a atenção para o custo da destinação inadequada do lixo. Segundo ele, quando materiais que poderiam ser reciclados são enviados ao aterro, o município acaba arcando com despesas desnecessárias, enquanto as empresas que recebem o material são remuneradas para isso.
“A coisa que poderia estar sendo reciclada você está gerando despesa para o município e receita para quem recebe no aterro. Para eles está muito bom, mas para o município, não”, pontuou.
Veja o trecho da fala do prefeito
Responsabilidade compartilhada
Basso afirmou que a Prefeitura, as empresas, o Ministério Público e a Justiça estão cumprindo seus papéis, mas reforçou que a contribuição da população é fundamental para que a situação seja resolvida de forma eficiente.
“A justiça tem a razão dela. Agora cada um precisa fazer a sua parte. A prefeitura tem que fazer, as empresas têm que fazer, o Ministério Público está fazendo e agora cabe à população colaborar também”, concluiu
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