Os três presos durante a segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), passam por audiência de custódia nesta quinta-feira (8), em Sidrolândia.
Entre os presos estão o presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breure; a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho; e o ex-assessor político Júlio César Alves da Silva.
A segunda fase da investigação apura um suposto esquema envolvendo o desvio de aproximadamente R$ 18 milhões em recursos públicos destinados à Saúde. Segundo as investigações, os valores teriam sido desviados de recursos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, equipamentos para UTI móvel e realização de obras de reforma no hospital.
Durante a operação, as equipes também cumpriram 25 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria. Entre os locais alvo está o escritório da contadora Rosângela Zanetti Martins Freitas, apontada como gestora de contrato do hospital.
De acordo com o Gecoc, parte dos recursos supostamente desviados teria sido distribuída por meio de movimentações financeiras envolvendo agentes públicos e intermediários. A investigação também aponta que integrantes do grupo teriam adotado medidas para tentar obstruir o andamento das apurações.
Defesas se manifestam
O advogado Wellison Muchiutti Hernandes, responsável pela defesa de Jacob Breure, afirmou que o presidente do hospital está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Segundo o advogado, seu cliente está “à disposição para colaborar com o que for necessário”.
Já o advogado Higor Carvalho Florêncio, que representa Júlio César Alves da Silva, informou que o processo tramita sob sigilo e, por esse motivo, não poderia fornecer detalhes sobre a investigação. Ele também afirmou que ainda não teve acesso aos autos referentes à nova fase da operação que resultou na prisão de seu cliente.
A audiência de custódia deverá analisar a situação dos três presos e as condições de manutenção ou não das prisões, conforme as decisões judiciais no caso.
As investigações continuam, e os citados são considerados suspeitos até eventual decisão judicial definitiva.


Deixe um comentário