Essencial na alimentação dos brasileiros e importante motor da economia agrícola, especialmente nas regiões Norte e Sul, o arroz exige planejamento e acompanhamento constante em todas as etapas do cultivo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu cerca de 12 milhões de toneladas do cereal na safra de 2025. O Dia Mundial do Arroz é celebrado em 31 de outubro.
De acordo com o engenheiro agrônomo Jonathan Bouzan, líder da cultura de arroz para Brasil e Paraguai da Corteva Agriscience, os desafios da produção começam antes mesmo do plantio. O preparo adequado da área, o planejamento da lavoura, a avaliação das condições climáticas e o manejo da água são fatores determinantes para o desenvolvimento das plantas.
Além dessas etapas, o produtor precisa monitorar a ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, que podem comprometer o potencial produtivo da lavoura. Entre as principais doenças está a brusone, considerada a mais importante da cultura no Brasil. O problema pode atingir folhas e panículas, estrutura responsável pela formação dos grãos, provocando perdas expressivas.
No grupo das pragas, destacam-se a bicheira da raiz, os percevejos e as lagartas. Esses organismos podem danificar diferentes partes da planta e reduzir o rendimento da produção. As plantas daninhas também representam uma ameaça, pois competem com o arroz por água, luz e nutrientes.
Manejo integrado é estratégia para reduzir perdas
Para enfrentar os problemas no campo, a principal recomendação é adotar o manejo integrado. A estratégia combina o uso de sementes de qualidade, boas práticas agronômicas, monitoramento frequente da lavoura e aplicação responsável de tecnologias agrícolas.
O acompanhamento constante permite identificar os primeiros sinais de doenças, pragas ou infestação de plantas daninhas e tomar decisões mais precisas. Quando necessário, o produtor pode utilizar herbicidas e fungicidas, inclusive de forma preventiva, sempre seguindo as orientações técnicas e as recomendações de uso.
A escolha correta do momento de aplicação também é fundamental para aumentar a eficiência do controle e evitar desperdícios. Segundo especialistas, medidas isoladas tendem a ser menos eficazes do que um conjunto de práticas planejadas desde a preparação da área até a colheita.
A união entre conhecimento técnico, inovação e boas práticas agrícolas é apontada como o caminho para reduzir perdas, aumentar a produtividade e manter a competitividade da produção brasileira de arroz.
Imagem:terracultivo

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