A senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) voltou a ganhar destaque nas articulações para a Presidência do Senado Federal, cuja eleição está prevista para fevereiro de 2027. O nome da parlamentar é citado entre os possíveis candidatos ao comando da Casa, em um cenário marcado pela nova composição do Senado e pelo crescimento da bancada do PL.

As discussões ganharam força nesta segunda-feira (5), quando o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, afirmou que o debate sobre a sucessão no Senado deverá avançar somente após o segundo turno das eleições.
Marinho também reconheceu publicamente a intenção de Tereza Cristina de disputar o cargo. Segundo ele, a candidatura da senadora é legítima e deverá ser considerada nas negociações que ocorrerão entre os partidos.
“Tereza Cristina é uma extraordinária parlamentar (…) e tem todo o direito de pleitear, como qualquer outro senador da República”, afirmou Marinho.
A disputa ocorre em meio ao fortalecimento do PL, que deverá contar com 28 senadores na próxima legislatura, após a renovação de 54 das 81 cadeiras da Casa nas eleições de 4 de outubro. Apesar do tamanho da bancada, Marinho reconhece que o partido precisará construir acordos com outras siglas para alcançar os 41 votos necessários para eleger o presidente do Senado.
Rogério Marinho também aparece entre os nomes cotados para o cargo. Ele já disputou a Presidência do Senado em 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco.
Tereza Cristina, por sua vez, já havia admitido a possibilidade de disputar o comando da Casa e defendido que os grupos políticos interessados na presidência busquem uma convergência para evitar uma divisão de votos.
Além da atuação no Senado, a parlamentar possui experiência no cenário político nacional. Ela foi deputada federal e comandou o Ministério da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro.
Com a eleição presidencial ainda em andamento, a definição da sucessão no Senado deve ficar para as próximas semanas. Até lá, nomes como Tereza Cristina e Rogério Marinho seguem sendo mencionados nas articulações para o comando da Casa em 2027.
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