Menos de uma semana após o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negar HC (habeas corpus) e manter Claudinho Serra (PSDB) preso, a defesa do político apresentou recurso.
Ele, seu assessor, Carmo Name Júnior, e o empreiteiro Cleiton Nonato Correia (GC Obras) foram presos no dia 5 de junho, após o Gaeco deflagrar a 4ª fase da Operação Tromper. Nesta nova etapa das investigações, eles e outras 11 pessoas já se tornaram réus por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O processo segue em sigilo, mas, conforme publicação no Diário da Justiça desta segunda-feira (14), o advogado que representa o ex-secretário de Finanças de Sidrolândia e ex-vereador de Campo Grande, Tiago Bunning, impetrou recurso chamado ’embargos de declaração criminal’.
Esse tipo de recurso tem objetivo de tentar modificar pontos de decisões judiciais, para esclarecer contradições ou obscuridades e corrigir erros.
No entanto, o advogado não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre as justificativas que apresentou para tentar livrar Serra da cadeia.
Além deles, o empresário que controlava empresas de fachada para vencer licitações no esquema, Ueverton da Silva Macedo, o Frescura, também segue preso. Porém, ele está atrás das grades desde outubro do ano passado. Nesse tempo, chegou a ser condenado a 3 anos e meio de reclusão por obstrução da Justiça, por esconder em um bunker celular para evitar a apreensão pelo Gaeco.
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