A partir deste sábado, 20 de dezembro, Bonito (MS) — um dos destinos de ecoturismo mais procurados do Brasil — passa a cobrar a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) de todos os turistas que visitarem atrativos naturais da região. A novidade promete reforçar investimentos em sustentabilidade, fiscalização e serviços de segurança, mas já levanta dúvidas para quem planeja viajar durante a alta temporada de verão.
A TCA tem valor fixo de R$ 15 por pessoa, por dia em que o visitante estiver em atrativos naturais, válida tanto para brasileiros quanto para estrangeiros. O débito não é feito por dia de hospedagem, mas sim pelos dias em que há visitação agendada nos pontos turísticos naturais.
O pagamento é feito obrigatoriamente pelo portal oficial (www.turistapornatureza.com.br), onde o visitante insere seus dados, informa o período pretendido e realiza o pagamento online para gerar um voucher digital. Sem esse comprovante, o turista pode ter o acesso negado aos passeios contratados.
Quem está isento da taxa
Alguns grupos não precisam pagar a TCA:
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Crianças menores de 7 anos
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Moradores de Bonito/MS
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Trabalhadores e prestadores de serviço que atuam no município
Esses grupos devem apresentar documentos que comprovem sua condição caso solicitados por fiscalização.
Seguro obrigatório incluso
Além da cobrança, a Prefeitura implementou um seguro obrigatório para visitantes que cobre toda a estadia em atrativos licenciados. Entre as coberturas previstas estão:
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Indenização por morte acidental ou invalidez
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Auxílio funeral
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Reembolso de hospedagem para acompanhante em casos de acidente
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Assistência médica pré-hospitalar e transporte de emergência.
Para a administração municipal, essa proteção adicional traz mais segurança e tranquilidade aos turistas, sobretudo em atividades de natureza onde há maior exposição a riscos.
Objetivos e controvérsias
Segundo a Prefeitura, a taxa atende à necessidade de financiar ações ambientais essenciais como manejo de áreas naturais, proteção de nascentes, monitoramento de rios, coleta de resíduos e manutenção da infraestrutura de visitação. A destinação desses recursos segue regras definidas em leis municipais de 2021 e 2022.
No entanto, parte do setor turístico levantou preocupações sobre a implementação da cobrança às vésperas de uma das épocas mais movimentadas do ano, apontando potencial impacto em pacotes já vendidos e na experiência de turistas que viajam sem planejamento digital.
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