Após sete dias de angústia e incertezas, a pequena Ayla Emanuelly voltou para os braços da família durante a tarde desta quinta-feira (13), em Campo Grande. A recém-nascida havia sido sequestrada na região do Bairro Universitário e localizada no Paraguai após uma operação envolvendo autoridades dos dois países.
Ayla chegou à Capital ainda na terça-feira (11), acompanhada pelo Conselho Tutelar, e foi encaminhada para um abrigo por determinação judicial. A menina permaneceu mais dois dias afastada dos familiares enquanto as circunstâncias do desaparecimento continuavam sendo investigadas pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Com a conclusão dos procedimentos necessários, a criança finalmente foi entregue à família. A partir de agora, os familiares continuarão sendo acompanhados pelas equipes do Conselho Tutelar da região onde vivem.
Criança passou por exames no Paraguai
Depois de ser localizada, Ayla foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde passou por exames médicos. A criança permaneceu sob os cuidados das autoridades paraguaias até que fossem realizados os procedimentos necessários para o retorno ao Brasil e posterior entrega aos familiares.
A localização da recém-nascida foi possível graças ao compartilhamento de informações entre as autoridades brasileiras e paraguaias.
Dois suspeitos serão levados para Campo Grande
A operação também resultou na prisão de dois brasileiros. Alex Melo de Abreu, que estaria utilizando um documento falso em nome de Weliton Aparecido Lopes dos Santos, e Suzilaine da Graça Costa foram expulsos do Paraguai e serão encaminhados para Campo Grande.
Os dois devem ficar à disposição das autoridades brasileiras para os procedimentos relacionados à investigação.
Desaparecimento aconteceu após encontro marcado pela internet
Ayla desapareceu depois que a mãe, uma adolescente de 17 anos, foi atraída para um imóvel no Bairro Universitário.
Segundo o relato apresentado à polícia, a adolescente teria conhecido uma mulher pela internet, em um grupo relacionado à venda ou doação de roupas infantis. A mulher teria oferecido R$ 100 para que a jovem cuidasse de uma criança.
A adolescente aceitou a proposta e foi até o endereço acompanhada da irmã, de 12 anos. Conforme o depoimento, ao chegarem ao imóvel, as duas teriam sido ameaçadas e obrigadas a entregar a recém-nascida.
A partir das informações reunidas durante a investigação, as autoridades brasileiras compartilharam dados com a polícia paraguaia, o que contribuiu para a localização da criança.
As circunstâncias do desaparecimento, bem como a eventual participação dos suspeitos, continuam sendo investigadas pelas autoridades brasileiras e paraguaias.


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