Uma tentativa de ocupação da fazenda Gleba Uirapuru, em Dourados, terminou em tensão e confronto entre indígenas, policiais militares e o proprietário da área na quarta-feira (19). Segundo registros policiais, a equipe da Polícia Militar que esteve no local teria sido recebida com pedras e flechadas.
O episódio teve início na terça-feira (18), quando um grupo chegou à propriedade. Diante da movimentação, policiais foram acionados. Na tentativa de dificultar o acesso à fazenda, um maquinário chegou a ser utilizado para abrir uma vala na área.
No dia seguinte, durante uma nova ação no local, a Polícia Militar informou que precisou utilizar armas de menor potencial ofensivo para conter as agressões. Conforme o relato policial, os indígenas teriam fugido em direção a uma região de mata durante a aproximação da equipe. Como estariam com os rostos cobertos, não foi possível identificá-los.
Durante a ocorrência, foram apreendidos duas lanças, uma foice, um facão, duas facas e cinco instrumentos artesanais utilizados para perfurar pneus, conhecidos como “miguelitos”. Ao todo, 11 objetos foram recolhidos.
Proprietário denuncia danos e ameaças
O dono da fazenda também registrou Boletim de Ocorrência. Segundo o relato, aproximadamente seis indígenas teriam entrado na propriedade e provocado danos em veículos utilizados pela família, além de destruírem placas de sinalização instaladas no local.
O proprietário contou que fazia imagens da movimentação quando pedras começaram a ser lançadas contra seu veículo. A esposa dele e um funcionário, que estavam em outro automóvel, teriam presenciado a ação.
Ainda segundo a denúncia, integrantes do grupo fizeram ameaças de morte contra o casal e afirmaram que pretendiam ocupar a fazenda.
Além dos veículos e das placas, um drone pertencente à imobiliária responsável pela administração da propriedade também teria sido derrubado. O equipamento era utilizado para registrar imagens da área.
Relatos nas redes sociais não foram confirmados
Após o confronto, começaram a circular nas redes sociais informações de que alguns indígenas teriam sido encaminhados para uma delegacia e de que uma pessoa teria morrido durante o conflito.
Essas informações, no entanto, não foram confirmadas oficialmente até o momento. Também circulam publicações apontando que o grupo seria formado por indígenas da etnia Guarani Kaiowá, mas essa informação não consta como confirmada nos registros apresentados.
O proprietário afirmou ainda que a fazenda já havia sido alvo de uma ocorrência semelhante na semana anterior, quando a Polícia Militar esteve no local após uma denúncia de possível ocupação.
Ele acredita que parte do grupo seja oriunda da região de Amambai, enquanto outros integrantes poderiam residir em Dourados.
As circunstâncias do conflito deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis, incluindo os relatos de agressões, danos materiais e ameaças registrados durante a ocorrência.

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