Um comerciante de Sidrolândia, recebeu uma ameaça de extorsão de criminosos que se passaram por integrantes do Comando Vermelho. Em um áudio enviado à vítima, um homem exige o pagamento de R$ 500 e ameaça colocar fogo na conveniência caso o dinheiro não seja transferido até a meia-noite.
Na gravação, divulgada pelo Sidrolândia Notícias, o suspeito se identifica como “irmão Kaique” e afirma ser um suposto “conselheiro geral do Comando Vermelho no Estado de Mato Grosso do Sul”. Segundo ele, a organização estaria cobrando uma chamada “taxa de segurança” de comerciantes.
O homem afirma que estabelecimentos como conveniências, casas de festas e espaços de lazer estariam sendo alvo da cobrança. Durante a gravação, ele também faz ameaças de morte contra quem não obedecer às supostas regras da facção.
O criminoso ainda menciona o PCC e afirma não temer a polícia ou outras organizações criminosas. Em seguida, volta a pressionar o comerciante para realizar o pagamento e ameaça incendiar o estabelecimento.
Ameaças em meio à onda de violência
A tentativa de extorsão acontece em um momento de preocupação em Sidrolândia devido a uma sequência de episódios violentos registrados nas últimas semanas.
A cidade teve registros de homicídios, execuções e ataques a tiros em diferentes regiões, incluindo ocorrências nos bairros Jatobá, Cascatinha e São Bento. Segundo as informações apuradas, porém, a tentativa de extorsão não possui relação com os crimes que vêm sendo investigados no município.
Os criminosos teriam utilizado justamente o cenário de violência para tornar as ameaças mais convincentes e pressionar a vítima.
Esse tipo de golpe costuma envolver criminosos que afirmam ter informações sobre a rotina da vítima, citam bairros e locais conhecidos e ameaçam atacar estabelecimentos ou residências. Na sequência, exigem transferências via Pix para, supostamente, evitar a ação.
Polícia orienta vítimas a não pagar
A orientação das autoridades é para que vítimas não realizem nenhum pagamento aos criminosos. A recomendação é interromper o contato, bloquear o número utilizado e preservar todas as provas.
Áudios, mensagens, números de telefone, comprovantes de contato e informações relacionadas à chave Pix devem ser guardados e entregues à Polícia Civil, juntamente com o registro de boletim de ocorrência.
O material poderá auxiliar na investigação e na identificação dos responsáveis pelas ameaças e pela tentativa de extorsão.


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